COI não pedirá prioridade para vacinação de atletas

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O logotipo do Comitê Olímpico Internacional (COI) e a bandeira japonesa, no dia 24 de agosto de 2020, em Tóquio

O Comitê Olímpico Internacional (COI) quer "ajudar" os participantes dos Jogos de Tóquio a se vacinarem contra a covid-19, mas não exigirá acesso prioritário para os atletas, disse a entidade nesta terça-feira.

"O COI continua apoiando firmemente a prioridade de vacinar grupos vulneráveis, cuidadores, médicos e todos aqueles que zelam pela manutenção e segurança de nossas sociedades", disse a agência em um comunicado.

A organização olímpica, portanto, exclui condicionar a celebração do evento, previsto para os próximos dias 23 de julho a 8 de agosto, à vacinação sistemática dos atletas, que parecia tanto incerta no nível prático quanto duvidosa no nível ético.

Apesar da multiplicação das variantes da covid-19 e do agravamento da pandemia, o COI afirma que as vacinas são "uma das muitas ferramentas" de combate à propagação do coronavírus mas não uma arma decisiva.

Os organizadores dos Jogos estão também empenhados em "procedimentos específicos de imigração, medidas de quarentena, realização de testes, fornecimento de equipamento de proteção individual e rastreamento de contatos".

Em um segundo momento, "uma vez que a vacina esteja disponível para um público mais amplo", a instância fará um apelo às delegações Olímpicas e Paralímpicas "para que sejam vacinadas em seus países de residência, em conformidade com as diretrizes nacionais".

Especificamente, o COI solicitará por correio aos 206 Comitês Olímpicos Nacionais "que abordem ativamente seus respectivos governos" e enviem seus relatórios no "início de fevereiro" para a organização com sede em Lausanne.

O acesso às vacinas ainda é muito desigual de país para país, dependendo da disponibilidade de doses e prioridades governamentais: assim, a campanha de vacinação só vai começar no final de fevereiro no Japão, onde a opinião pública tem se mostrado cada vez mais hostil à realização dos Jogos.

Associada à preparação dos Jogos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lembrou na segunda-feira que não tem atualmente "vacinas suficientes para pessoas em risco", e que se trata sobretudo de "utilizar este recurso para combater uma das mais devastadores crises sanitárias de nosso tempo".

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