COF reprova contas do Palmeiras pelo 3º mês seguido

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<em>Galiotte (à esquerda) virou alvo após mudança no contrato da Crefisa (Bruno Ulivieri/Gazeta Press)</em>
Galiotte (à esquerda) virou alvo após mudança no contrato da Crefisa (Bruno Ulivieri/Gazeta Press)

Apesar de ser um dos clubes brasileiros mais saudáveis, do ponto de vista financeiro, o Palmeiras teve pelo terceiro mês consecutivo suas contas reprovadas pelo COF (Conselho de Orientação Fiscal). Tudo porque Mustafá Contursi lidera dentro do órgão um boicote contra o presidente Maurício Galiotte.

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Mustafá entende que a mudança no contrato entre o Verdão e a Crefisa é lesiva ao clube. O novo acordo prevê que o Palmeiras devolva os R$ 120 milhões emprestados pela parceira para a contratação de jogadores. Na visão dos cofistas, a Crefisa não deveria cobrar pelo empréstimo.

“Esse dinheiro não vai ser recuperado nunca. Os R$ 18 milhões com o Juninho e o Fabiano são uma prova disso”, avalia Gilto Avalone, um dos cofistas que tem votado contra a aprovação das contas. Juninho custou R$ 11 milhões e hoje é reserva no Atlético-MG, para onde está emprestado, enquanto Fabiano saiu por R$ 6,7 milhões e tem atuado quando Zeca não está à disposição no Inter.

Juninho, no entanto, não faz parte da lista dos R$ 120 milhões. A Crefisa abriu mão de receber os R$ 5 milhões a que teria direito na venda de Vitor Hugo e autorizou o Palmeiras a utilizar esta quantia na compra do zagueiro do Coritiba, garantindo metade do valor.

Em março, o Palmeiras teve um superávit de R$ 1 milhão, que ajudou a diminuir para R$ 14,8 milhões o déficit no ano – as contas só estão no negativo exatamente por causa da inclusão dos R$ 120 milhões na contabilidade. Apesar deles, o Verdão fechou o primeiro semestre com superávit de R$ 40 milhões.

Vale lembrar que a reunião que determinou a reprovação das contas de março só ocorreu na semana passada exatamente por causa do impasse relacionado à alteração contratual com a patrocinadora. Em breve, também serão apreciadas as contas de abril, maio, junho e julho. E já se sabe que elas também serão rejeitadas.

A fim de minimizar os efeitos das reprovações, será votada na próxima segunda-feira pelo Conselho Deliberativo do Palmeiras a alteração contratual. E a tendência é de que o CD concorde com a mudança.

É importante frisar que a Crefisa não cobra a devolução dos R$ 120 milhões já. De acordo com Leila Pereira, dona da financeira, o Palmeiras tem dois anos a partir da venda de cada atleta para repassar os valores investidos para a empresa. E, se tiver lucro com um, esse pode ser usado para abater eventuais prejuízos com outro jogador.

JOGADORES CONTRATADOS COM AJUDA DA CREFISA:
– Borja: R$ 33 milhões
– Deyverson: R$ 18 milhões
– Lucas Lima: R$ 17,5 milhões
– Bruno Henrique: R$ 14 milhões
– Dudu: R$ 10 milhões
– Luan: R$ 10 milhões
– Guerra: R$ 10 milhões
– Fabiano: R$ 6,7 milhões
– Thiago Santos: R$ 1 milhão
TOTAL: R$ 120,2 milhões.

Na área com Nicola – Peixe gasta demais com comissões

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