Clubes do Rio de volta aos treinos? Ferj quer, e só Botafogo e Flu não assinam nota

Goal.com

Os clubes cariocas e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) iniciaram um apelo para convencer as autoridades do estado da possibilidade de que os treinos sejam retomados com segurança a todos os envolvidos. Em uma nota de esclarecimento, divulgada nesta sexta-feira (8), as partes apresentaram argumentos e as iniciativas de higiene e distanciamento que seriam tomadas para viabilizar o retorno das atividades.

O movimento acontece em um momento em que há um aumento no número de casos do novo coronavírus no Rio de Janeiro e no Brasil, de maneira geral, o que pode dificultar a autorização. Além disso, há poucos dias o Flamengo realizou testes em 293 pessoas do clube, da quais 38 tiveram resultado positivo para a Covid-19, incluindo três jogadores do time profissional. Números muito diferentes do que foi apresentado pelos clubes europeus que estão retomando suas atividades.

Dos 16 clubes da primeira divisão do Campeonato Carioca, 14 foram favoráveis ao movimento. As duas exceções ficaram por conta de Botafogo e Fluminense, que não assinaram o documento.

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O isolamento social está em vigor até o próximo dia 11 em todo o estado carioca e até dia 15 na cidade do Rio de Janeiro. Após esse período, as medidas serão reavaliadas e podem ser endurecidas.

E como fica a volta do Carioca?

Ainda pendente de autorização dos governos municipal e estadual, a Ferj também discutiu nos últimos dias um plano de ações para a retomada dos jogos no futebol carioca. O plano inclui a utilização de apenas três estádios - Maracanã, Nilton Santos e São Januário - para a realização das últimas duas rodadas da Taça Rio.

As duas rodadas que faltam para o fim a Taça Rio comportam 12 jogos no total. As finais, a princípio, seriam realizadas no Maracanã. Os estádios também passariam por vistorias preliminares para higienização completa para as partidas, que obviamente, seriam realizadas com portões fechados, sem a presença de público. 

A Federação também está avaliando o uso de profissionais dos clubes atuando como gandulas e maqueiros. A intenção é reduzir ao máximo o número de pessoas envolvidas nas partidas. Assim, massagistas, preparadores físicos ou fisioterapeutas que não trabalhem em determinada rodada poderiam auxiliar em outro jogo. Todos teriam que usar luvas, máscaras e álcool gel.

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