Clubes podem mandar partidas fora de seus países para cumprir novo calendário estabelecido pela Conmebol

Fabio Utz
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No final da semana passada, a Conmebol divulgou o calendário para a retomada de suas competições. Porém, não se descarta que, para a bola rolar para a Libertadores (15 de setembro) e a Copa Sul-Americana (27 de outubro), alguns times tenham que mandar partidas fora de seus respectivos países.


O protocolo da entidade prevê quatro possíveis cenários. O primeiro, mais otimista e menos provável, inclui até mesmo a presença de torcedores nos estádios sem restrição de capacidade. O segundo, que também dificilmente será colocado em prática, prevê liberação de parte das arquibancadas. O terceiro, mais realista, fala em partidas com portões fechados e limite de pessoas até mesmo na operação dos duelos. Por fim, o mais pessimista abre a possibilidade de uma troca de sede para determinados clubes.


Isso dificilmente ocorrerá com equipes do futebol brasileiro, mas em países como Chile e Peru, também bastante atingidos pela pandemia de coronavírus, é possível a existência de restrições mais severas. "Este cenário foi pensado para o caso de que, no momento de retorno dos jogos continentais, algum país por questões sanitárias proíba eventos esportivos. Desta maneira o clube desse país não poderá exercer seu mando onde normalmente faz devendo mudar para outro país ou cidade para exercer sua condição de mandante", diz trecho do protocolo destacado pela coluna do Marcel Rizzo.


Se isso ocorrer, o clube deve comunicar o fato à Conmebol, sugerindo nova cidade e estádio que cumpram os requisitos do regulamento geral das respectivas competições. A entidade, então, aprovará ou não a escolha. Acredita-se que, com mais dois meses, o futebol esteja apto a ser praticado em todas as nações envolvidas, mas isso pode mudar, até mesmo, com as disputas já em andamento, com retrocessos devido a um eventual aumento no contágio.


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