Clubes pequenos se organizam via WhatsApp e vão pedir socorro de R$ 50 milhões à CBF

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Futebol brasileiro está por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus (Fernando Moreno/AGIF)
Futebol brasileiro está por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus (Fernando Moreno/AGIF)

Se para os grandes clubes do Brasil a paralisação do futebol tem dificultado bastante, imagine a situação para as pequenas equipes espalhadas pelo país. Mesmo com orçamentos milionários, gigantes do futebol nacional estão anunciando redução na folha salarial. Casos de Atlético-MG e Cruzeiro, que vão cortar 25% dos vencimentos de jogadores e funcionários enquanto a bola não rolar por causa da pandemia do novo corona vírus. A situação é ainda mais dramática para os clubes do interior, que não são da elite do futebol nacional e, em alguns casos, nem mesmo da primeira divisão estadual.

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Diante do cenário que parou o país, não apenas o futebol, os dirigentes dos pequenos clubes do Brasil estão se organizando, via WhatsApp. Um grupo foi criado entre os presidentes e diretores dessas equipes. Já são mais de 240 participantes, que estão discutindo o que fazer para que as pequenas agremiações possam cumprir os contratos em vigor e não fecharem as portas definitivamente.

A solução encontrada foi a elaboração de uma carta que será enviada a Rogério Caboclo, presidente da Confederação Brasileira de Futebol. O Blog teve acesso à primeira versão do documento e, basicamente, os clubes fazem três pedidos: ajuda financeira por três meses, isenção de taxas e a complementação dos estaduais. A carta está em fase final de elaboração e será enviada para Caboclo nos próximos dias.

O pedido é por R$ 75 mil por mês, durante três meses, para cada clube. Essa ajuda seria para que as equipes consigam se manter durante o período de inatividade, para que jogadores e funcionários não fiquem sem receber. Até o momento a carta já está assinada por mais de 200 dirigentes e, caso a CBF aceite o pedido, teria de liberar cerca de R$ 50 milhões para as equipes em questão. A quantia foi definida de acordo com o balanço financeiro apresentado pela entidade, referente a 2019, quando faturou R$ 957 milhões.

Uma possível isenção das taxas por um período de tempo também ajudaria bastante as equipes. É preciso pagar para registrar atletas, também para fazer a rescisão de contratos, sem contar taxas anuais e os custos com arbitragens. Um jogador que recebe salário mínimo, por exemplo, custa entre R$ 1 mil e R$ 2 mil para ser registrado. O valor muda de acordo com a federação, já que não existe um preço tabelado. Quanto maior o salário, mais caro para registrar o jogador.

Por fim, esses clubes precisam da continuação dos estaduais, afinal são poucos que estão em alguma divisão nacional. Embora tenha a presença de equipes que vão disputar as Séries B, C e D do Brasileirão, casos de Oeste-SP, Santa Cruz-PE e Campinense, respectivamente, a grande maioria não disputa nada além da competição local.

E o futebol mineiro tem alguns representantes neste grupo. Estão presentes os dirigentes do Ipatinga (Ipatinga), do Athletic Club (São João del Rei), do Guarani (Divinópolis), do Nacional (Muriaé), do Mamoré (Patos de Minas), do Valadares (Governador Valadares), do Democrata (Governador Valadares),Villa Nova (Nova Lima), Betim (Betim), Pouso Alegre (Pouso Alegre) e Tupi (Juiz de Fora).

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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