Clubes da Ligue 2 francesa querem manter promoção, mas não os rebaixamentos

Por Jeremy TALBOT
·2 minuto de leitura
Os jogadores do Le Mans FC, contra o OGC Nice de Patrick Vieira na Copa da Liga, em 30 de outubro de 2019 na MMArena, fazem campanha pela manutenção na Ligue 2
Os jogadores do Le Mans FC, contra o OGC Nice de Patrick Vieira na Copa da Liga, em 30 de outubro de 2019 na MMArena, fazem campanha pela manutenção na Ligue 2

Com a temporada oficialmente cancelada, os clubes da Ligue 2 (a segunda divisão do futebol francês) estão tendo um intenso debate sobre promoção de promoção e rebaixamento.

O final prematuro da temporada devido à pandemia do novo coronavírus causou a queda do Orleans (lanterna da Ligue 2) e do Le Mans (19º), com pior saldo de gols que o Niort (18º).

Essas equipes, no entanto, continuam com esperanças de permanecer na Ligue 2, motivadas pela posição da Liga de Futebol Profissional (LFP) de "propor" uma Assembleia Geral "para decidir sobre o formato da Ligue 2 e sobre o número de promoções e rebaixamentos entre a Ligue 2 e a National (terceira divisão)".

Os dirigentes dos clubes rebaixados querem que a Assembleia Geral, que será realizada em 20 de maio, decida aumentar o número de equipes da Ligue 2 para 22, o que significaria a salvação de Le Mans e Orléans.

"Defenderei a expansão para 22 (clubes) para que não haja rebaixamentos automáticos. E seremos numerosos a defendê-la", assegurou à AFP o presidente do Paris FC Pierre Ferracci, demonstrando um espírito de cooperação e solidariedade que parece ter tomado conta da categoria.

O problema é que o presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Noël Le Graët, até agora foi contra a reforma e exige "a aplicação dos regulamentos" com "duas quedas e duas promoções" na Ligue 2, reiterou o dirigente ao jornal regional Le Télégramme.

Os dirigentes dos clubes da Ligue 2, incluindo Ferracci, não perdem a esperança de "convencer" Le Graët.

Outros times prejudicados pela decisão do governo de cancelar as competições esportivas foram os que estavam em posição de lutar pelo playoff da promoção, para acompanhar Lorient e Lens, os dois times que disputarão a Ligue 1 no próximo ano. É o caso de Ajaccio (3º), Troyes (4º) e Clermont (5º).

- Mesma renda para mais times -

"Por que um clube em terceiro e um ponto em relação ao segundo deve ser impedido de jogar pela promoção?", disse o presidente do Ajaccio, Christian Leca, no final de abril. "Acima de tudo, não pedimos para jogar amanhã, você pode jogar quatro jogos do playoff em 15 de julho", acrescentou o dirigente do clube corso.

"Também poderia haver um rebaixamento, três promoções e uma Ligue 1 com 22 equipes", propõe ele, em entrevista à AFP.

A ausência de um playoff tampouco agrada o Boulogne-sur-Mer, terceiro colocado no National e que reivindica seu direito de jogar uma eliminatória de ida e volta com o 18º da Ligue 2 (Niort), com uma vaga em jogo para a segunda divisão do futebol francês... tal como estava no regulamento no início da temporada.

Embora a hipótese de uma Ligue 2 com 22 equipes tenha muitos partidários, ela poderia ter um problema adicional: com dois clubes a mais, a receita da televisão que todos receberão será menor do que o previsto. Pelo contrário, quanto mais clubes, mais jogos e, portanto, mais receita com a venda de ingressos.