Clubes da LBF decidem pelo cancelamento da edição 2020


Após mais de dois meses de reuniões semanais discutindo o cenário nacional diante da pandemia de COVID-19 e visando o retorno da Liga de Basquete Feminino (LBF CAIXA), as equipes participantes decidiram nesta terça-feira pelo cancelamento da competição, em reunião realizada por videoconferência.

Apesar dos esforços empreendidos desde meados de março - quando o principal torneio de basquete feminino do país foi paralisado - para que a competição ainda fosse realizada no décimo ano de fundação da LBF, a diretoria da Liga e os dirigentes das oito equipes entenderam que ainda não há um nível de segurança ideal para que os jogos sejam realizados, ainda que de portões fechados e com a adoção de protocolos de saúde. Até o momento, o país soma mais de um milhão de casos confirmados do novo coronavírus e mais de 50 mil mortes.

- Foi decidido que a competição não será realizada, haja vista a pandemia que nosso país ainda vive. Mês a mês, estávamos estudando as possibilidades de retorno, e ontem (22) à noite, tivemos uma reunião virtual com os médicos da Confederação Brasileira de Basketball, que colocaram com propriedade as inseguranças que poderiam haver nos jogos. Procuramos preservar a integridade de nossas atletas e comissões técnicas; com isso, a liga e os clubes optaram por cancelar a temporada - disse o presidente em exercício da LBF, Valter Ferreira.

Caso fosse realizada, a competição aconteceria no mês de agosto em duas sedes, com apenas um turno e jogos únicos nos playoffs, cumprindo todos os protocolos de saúde, como testagem de atletas e comissões e distanciamento fora das quadras. O formato chegou a ser aprovado pelas equipes, mas foi anulado pela decisão desta terça.

- Acreditamos que foi a melhor forma possível. Com essa medida, nós conseguimos preservar a todos, e torcemos para que possamos fazer, em 2021, uma temporada muito mais forte. Agradecemos a todos os patrocinadores, equipes, comissões, todos que se empenharam ao máximo nesta questão - concluiu o executivo.

Ala/armadora do Blumenau e Presidente da Comissão de Atletas da LBF, Mariana Camargo também comentou a decisão.

- Claro que não jogar um campeonato tão importante quanto a LBF não é algo que alguma atleta quer ou espera, mas com tudo que está acontecendo e esse cenário que estamos vivendo, com certeza foi a decisão mais sensata, assim como a suspensão temporária do campeonato há 3 meses atrás - disse a atleta.

Técnica do Santo André/Apaba, Arilza Coraça também lamentou a decisão que precisou ser tomada.

- Sentimos uma tristeza imensa, pois esgotamos todas as possibilidades (de realização do campeonato), mas quando se trata de vidas humanas, nós precisamos pensar em preservá-las. Na situação que ainda está, da pandemia, nós não podemos correr nenhum risco. Todos os dirigentes que falaram por seus clubes mostraram uma maturidade muito grande e essa preocupação de proteger atletas e comissões técnicas foi muito prudente. A gente fica triste por não ter acontecido a competição, mas o momento agora é de cuidarmos da saúde - opinou a treinadora.

A décima edição da LBF CAIXA começou em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, mas foi paralisada seis dias depois após apenas três partidas, como medida de prevenção à pandemia, que avançava pelo país. Oito equipes de quatro estados estavam na disputa: Blumenau-SC, Ituano Basquete-SP, Sodiê Doces/LSB-RJ, Pró-Esporte/Sorocaba-SP, Sampaio Basquete-MA, Santo André/Apaba-SP, SESI Araraquara-SP e Vera Cruz Campinas-SP.



















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