‘Climão’ nas finais? Conheça a família de pai santista, mãe gremista e filho palmeirense

LANCE!/NOSSO PALESTRA
·4 minuto de leitura

No futebol brasileiro, é um tanto quanto incomum uma equipe chegar simultaneamente às finais de duas grandes competições em uma mesma temporada. Mais raro ainda é decidir uma final continental contra um time brasileiro, ao mesmo tempo em que se disputa um torneio nacional contra outro time local. Este é o caso do Palmeiras atualmente, que decide a Libertadores contra o Santos e a Copa do Brasil contra o Grêmio.

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E se, em uma família de três membros, cada um torcesse para um destes times em questão? É o caso da família de Jairo Giovenardi, 36, palmeirense fanático, de uma paixão tão grande que seguiu carreira na Comunicação e chegou a tornar-se assessor do Palmeiras em alguns períodos entre 2009 e 2014.

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Seu pai, Sidnei Garcia, 73, é santista, daqueles que viram o Pelé jogar. A mãe, Eunice Giovenardi, também aos 73 anos, é porto-alegrense e gremista de origem. Palestrino improvável, Jairo explica o motivo de ter ‘virado a casaca’:

– Nos anos 90, quando pequeno, ganhei camisa do Palmeiras do meu tio e, quando passei a entender (sobre futebol), isso mexeu muito. O Palmeiras tinha ‘baitas’ times em 1993 e 1994, com Edmundo, Evair, etc e, com aquelas conquistas, eu ia para a escola muito feliz. A cor verde me chamou a atenção desde o começo, os títulos, a garra do Edmundo, por tudo isso acabei me tornando um verdadeiro ‘doente’ pelo time. Já trabalhei no clube com muito prazer, muito amor, é uma das passagens profissionais que tenho maior carinho na vida. Meus pais nunca me obrigaram a torcer pelos times deles, sempre me deram a liberdade de escolher, mas, no meu caso, não poderei seguir o exemplo, pois meus filhos serão palmeirenses ou palmeirenses – relata a ‘ovelha palmeirense’ da família.

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Sidnei, o pai, à esquerda, e Jairo, o filho, à direita (Foto: Acervo Pessoal)

Em momentos de calmaria, a paz prevalece. Mas será que os amores paterno e o materno superam o clubismo quando há uma taça importante em jogo? Para Sidnei, apesar do carinho pelo Verdão por causa de seu filho, o coração permanecerá alvinegro na briga pela Glória Eterna:

– Por mim, eu gostaria que o Santos vencesse a final da Libertadores. Pode ser por 1 a 0 que está bom – revela o paizão.

O santista, que afirma que as equipes de hoje em dia não estão no mesmo patamar dos esquadrões do Peixe e do Porco nas décadas de 1960 e 1970, aproveitou a deixa para eleger os jogadores alviverdes que mais lhe causam medo para a decisão:

– Luiz Adriano e Willian Bigode são os dois mais perigosos na minha opinião. O Bigode gosta de fazer gol no Santos – alertou.

Eunice, por sua vez, prefere ver a felicidade de seu filho ao invés de ver seu time campeão da Copa do Brasil:

– Vou torcer pelo Palmeiras, viu? Porque tenho meu filho aqui, né. Eu gosto muito do Grêmio, mas vou torcer pelo Palmeiras. Tudo pelo meu filho. Então o Palmeiras vem em primeiro, e depois vem meu Grêmio – avaliou a mãe coruja.

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Eunice, a mãe, à esquerda, e Jairo, o filho, à direita (Foto: Acervo Pessoal)

Nos casos das finais em que seus times não estão envolvidos, os pais são unânimes e ambos vão torcer pelo Alviverde Imponente de Jairo. Neste casal, não há ciúme clubístico: Sidnei não se preocupa de ver Eunice torcer contra o Santos na Libertadores, assim como ela não guardará rancor ao ver o marido ‘secando’ o Grêmio na Copa do Brasil. Para eles, neste caso, o amor pelo filho vale mais do que qualquer coisa. Confira o bate-papo completo com esta família palmeirense, santista e gremista em vídeo:

O primeiro teste da harmonia familiar ocorrerá às 17h deste sábado (30), quando se iniciará a grande final da Libertadores entre Palmeiras e Santos. Em caso de derrota palestrina, os desafios contra o Tricolor Gaúcho pela Copa do Brasil ocorrerão nos dias 11 e 17 de fevereiro. Entretanto, caso o Verdão conquiste a Glória Eterna e, consequentemente, dispute o Mundial de Clubes da Fifa, as partidas contra o Grêmio serão adiadas para 28 de fevereiro e 7 de março.

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