Claus é sorteado e será árbitro da primeira final do Paulista

A Federação Paulista de Futebol (FPF) sorteou logo após a confirmação das datas e locais da final do Campeonato Paulista o árbitro Raphael Claus para ser o juiz da primeira partida da disputa, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, no próximo domingo, 30 de abril, às 16h (de Brasília). Ele concorreu com Luiz Flávio de Oliveira e Leandro Bizzio Marinho, escolhidos pela FPF para a ocasião.

Claus tem um histórico recente de polêmicas com o Timão, sendo a última na partida entre o Alvinegro e a Ferroviária, no dia 19 de março, na Arena da Fonte. Na ocasião, Alan Mineiro marcou o gol da vitória do time da casa após dominar o rebote de um pênalti com o braço. O que mais incomodou os paulistanos, porém, foi a atitude do juiz em campo. De acordo com o goleiro Cássio, não se pode conversar com Claus.

O arqueiro, por sinal, foi expulso pelo próprio Claus no primeiro Derby do novo Palestra Itália, no Paulista de 2015, sob alegação de que estava fazendo cera. No ano seguinte, no último jogo de Tite no comando do Timão, os corintianos reclamaram muito de um gol anulado do volante Bruno Henrique após falta marcada do zagueiro Felipe em Fernando Prass, mais uma vez sob a tutela de Claus.

A entidade confirmou nesta segunda-feira que a final do Campeonato Paulista entre Corinthians e Ponte Preta terá a sua primeira partida em Campinas, enquanto a decisão ficará para o estádio de Itaquera, que estreará em duelos deste tipo, no dia 7 de maio, também às 16h (de Brasília), no centésimo jogo da história da arena.

Será a primeira vez que os dois times, que já decidiram os Paulistas de 1977 e 1979, jogarão ao menos um jogo na cidade do interior. Nas duas ocasiões anteriores, os três jogos decisivos de ambos torneios foram realizados no estádio do Morumbi, com ampla vantagem corintiana (quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota, justamente no segundo jogo de 1977, que marcou o recorde de público do estádio são-paulino: 146.072 pessoas).

Havia uma pequena possibilidade de ambos discutirem a realização de dois jogos na capital, uma vez que o mando pertence à FPF, mas a Ponte nem cogitou aceitar a ideia. Forte dentro de casa, local onde construiu as vantagens diante do Santos, nas quartas de final, e do Palmeiras, na semifinal, a Macaca não abriu mão de receber o embate. O mesmo aconteceu em 2008, quando os campineiros acabaram derrotados pelo Verdão tanto no Moisés (1 a 0) quanto no Palestra Itália (5 a 0).