Clássico, Marola ou Flat? Veja o termômetro do surfe

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Tá quebrando pra quem? Saiba como estão os brasileiros no Mundial (WSL)
Tá quebrando pra quem? Saiba como estão os brasileiros no Mundial (WSL)

Por Emanoel Araújo

O Yahoo Esportes apresenta o Termômetro da Tempestade Brasileira, que analisa o momento dos atletas do nosso país após cada etapa do Mundial de Surfe.

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Se um surfista se deu bem no último evento, ele estará CLÁSSICO. Se ficou naquele meio termo, nem brilhou e nem decepcionou, estará na MAROLA. E se as coisas não encaixaram como queria, ele ficará FLAT.

Em Teahupoo (( embedar texto pós )) tivemos de tudo: grandes resultados, surpresas e eliminações precoces. Portanto, vamos ver como ficou o nosso Termômetro da Tempestade Brasileira.

:: CLÁSSICO

Gabriel Medina deu show, mas ficou com o vice no Taiti (WSL)
Gabriel Medina deu show, mas ficou com o vice no Taiti (WSL)


1 – Gabriel Medina

  • 2º em Teahupoo (perdeu para Owen Wright na final)

  • 4° no ranking (subiu três colocações)

  • O que busca: Título mundial

Faltou pouco para o tricampeonato de Medina em Teahupoo. Completamente dominante nas bombas taitianas, o brasileiro chegou a sua quinta final em oito participações no tradicional evento e só não venceu de novo porque Owen Wright achou uma bela onda nos últimos momentos da final .

Mas a nota 10 ou a onda perfeita veio nas oitavas de final e a técnica de sempre o colocaram colado nos líderes. A camisa amarela ainda não veio, mas se aproximou muito. A enorme distância para as primeiras colocações não existe mais e Medina é o atual campeão no Surf Ranch, a próxima etapa do Mundial.


2 – Jadson André

  • 5º em Teahupoo (perdeu de Owen Wright nas quartas de final)

  • 29° (subiu seis colocações)

  • O que busca: Permanência na elite

Jadson enfim conseguiu soltar seu surfe. Em um mar gigante, teve um dos melhores desempenhos de todo o evento até as quartas de final, quando encontrou o campeão Owen Wright e não conseguiu superar o campeão da etapa.

Esse é o Jadson que estamos acostumados a ver e que sabemos que pode dar ainda mais. Uma arrancada na parte final da temporada é importantíssima para se garantir na elite no ano que vem sem depender do ranking da Divisão de Acesso.

3– Adriano de Souza

  • 5º em Teahupoo (perdeu de Jordy Smith nas quartas de final)

  • 32° no ranking (subiu seis colocações)

  • O que busca: Permanência na elite

Após retornar à elite em Saquarema, Adriano já se mostrou mais solto e confiante em Jeffreys Bay. E no Taiti provou que está 100% recuperado e com a confiança lá em cima. Mineirinho se sentiu em casa nas ondas gigantes de Teahupoo e deixou pra trás grandes nomes do Circuito Mundial. A vitória contra Italo Ferreira na 3ª fase foi digna de um campeão mundial.

Como perdeu as quatro primeiras etapas do ano, Adriano tem que somar o máximo possível nos próximos eventos para conseguir um lugar entre os 22 melhores que se garantem para 2020.

4 – Caio Ibelli

  • 5º em Teahupoo (perdeu de Seth Moniz nas quartas de final)

  • 18° no ranking (subiu quatro colocações)

  • O que busca: Permanência na elite

Esse é Caio Ibelli. Destemido e com ótima escolha de ondas. O brasileiro gosta de mar grande e encontrou uma condição muito favorável em Teahupoo. Merecia, inclusive, ter ido mais longe, mas as condições das ondas em sua bateria nas quartas de final não ajudaram.


Caio começou a temporada fora da elite, mas foi ganhando convites e aproveitando para somar pontos. Ele está dentro e tem tudo para continuar na lista dos 22 melhores do mundo que se garantem na próxima temporada.

5 – Filipe Toledo

  • 9º em Teahupoo (perdeu de Seth Moniz nas oitavas de final)

  • 1° no ranking (subiu uma colocação)

  • O que busca: Título mundial

Filipinho saiu de Teahupoo com sentimentos distintos. Estava com o surfe no pé para ir mais longe do que foi, mas ao menos viu o então líder do ranking cair cedo e os adversários mais próximos não irem o mais longe possível. Dessa forma assumiu, pela primeira vez no ano, a lycra amarela.

Filipe tem que tomar cuidado principalmente com Gabriel Medina, que pode repetir o roteiro do ano passado e realizar um segundo semestre muito forte, ameaçando o título inédito do atual líder do ranking.

6 – Deivid Silva

  • 9º em Teahupoo (perdeu de Jadson André nas oitavas de final)

  • 16° no ranking (subiu duas colocações)

  • O que busca: Melhor novato do ano

Apelidado de “DVD”, Deivid voltou a mostrar um ótimo desempenho em Teahupoo. Sem medo de ser feliz, DVD encarou as bombas taitianas com muita coragem e só não foi mais longe porque o compatriota Jadson André estava em um dia mágico. Grande ano de estreia para o surfista do Guarujá.

A terceira 9ª colocação seguida o manteve na parte superior da tabela, possibilitando que, nas próximas etapas, ele surfe com menos pressão por boas colocações.

:: MAROLA

Italo surfou muito, mas não conseguiu passar da 3ª fase no Taiti (WSL)
Italo surfou muito, mas não conseguiu passar da 3ª fase no Taiti (WSL)


7 – Italo Ferreira

  • 17º em Teahupoo (perdeu de Adriano de Souza na 3ª fase)

  • 6° no ranking (caiu duas colocações)

  • O que busca: Título mundial

Italo deu um show em Teahupoo, mas de nada adiantou. Sem sombra de dúvidas, o potiguar é o surfista mais corajoso do tour. Seus drops são insanos e ele não tem medo de encarar nenhuma bomba. Depois de ter o melhor desempenho na 1ª fase, Italo vinha quebrando tudo contra Adriano de Souza, mas o campeão mundial de 2015 achou duas ondas espetaculares e virou nos minutos finais.

O resultado foi péssimo para Italo, que com essa 17ª posição tem três resultados ruins para descartar entre dois possíveis. Com a eliminação precoce do até então líder, Kolohe Andino era a chance de entrar mais do que nunca na briga pelo título.

8 – Peterson Crisanto

  • 17º em Teahupoo (perdeu de Seth Moniz na 3ª fase)

  • 21° no ranking (caiu uma colocação)

  • O que busca: Melhor novato do ano

Conhecido como Urso, Peterson mostrou de tudo em Teahupoo. Começou muito mal, não conseguiu pegar nenhuma onda e caiu para a repescagem, onde mostrou sangue frio e virou no último minuto com um tubaço. Mas na 3ª fase bateu de frente com um inspirado Seth Moniz e pecou na escolha das ondas.

 

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 All you have to do is believe in yourself. Round 2 ✅ Thanks God. ... ... #GoUrso 🎥 @wsl

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Em uma temporada de estreia, os altos e baixos são normais. O paranaense lida bem com a pressão e tem surfe para melhorar no ranking mundial.

9 – Yago Dora

  • 17º em Teahupoo (perdeu de Julian Wilson na 3ª fase)

  • 27° no ranking (caiu duas colocações)

  • O que busca: Top 10

Mais um resultado fraco para Yago. E mais uma vez a possibilidade de ir longe era grande. Exímio pegador de tubos, ele começou muito bem, mas na 3ª fase errou a estratégia e ficou esperando uma série que não veio. Uma pena, principalmente para quem chegou cedo ao Taiti e mostrou ótimo desempenho nos treinamentos.

Depois de um bom início na Gold Coast, o catarinense ficou em 17º por seis vezes seguidas. A queda no ranking foi vertiginosa e o brasileiro precisa se recuperar logo para não passar aperto no final da temporada.

10 – Jessé Mendes

  • 17º em Teahupoo (perdeu de Filipe Toledo na 3ª fase)

  • 28° no ranking (caiu uma colocação)

  • O que busca: Permanência na elite

Depois de uma etapa abaixo da média em Jeffreys Bay, Jessé começou muito bem em Teahupoo e por pouco não alcançou as oitavas de final. Pouco mesmo, já que tomou a virada de Filipe Toledo nos últimos minutos de sua bateria. Mas de qualquer forma, o guarujaense surfou bem e mostrou que de frontside é um dos melhores tube riders do Circuito Mundial.

O resultado deixou Jessé na parte debaixo do ranking e ele segue no perigoso pedaço da tabela: abaixo da linha de corte para o ano que vem.

:: FLAT

Michael Rodrigues não se encontrou em Teahupoo (WSL)
Michael Rodrigues não se encontrou em Teahupoo (WSL)

11 – Willian Cardoso

  • 17º em Teahupoo (perdeu de Joan Duru na 3ª fase)

  • 19° no ranking (caiu uma colocação)

  • O que busca: Top 10

O Panda não teve vida fácil em Teahupoo. Seu backside não funcionou nos enormes tubos taitianos como funciona em ondas menores e ele se despediu cedo do evento. Depois de uma estreia em que fez o necessário para avançar, Willian não conseguiu chegar nem a 1,5 ponto na 3ª fase contra Joan Duru.

O resultado o afasta do sonhado Top 10. Para piorar, a próxima etapa exige muita velocidade, o que não é o forte do Panda. Que ele possa surpreender no Surf Ranch e voltar a brilhar.

12 – Michael Rodrigues

  • 33º em Teahupoo (perdeu de Conner Coffin e Jessé Mendes na 2ª fase)

  • 20° no ranking (caiu três colocações)

  • O que busca: Top 10

Michael chegou cedo ao Taiti e treinou muito bem, mas durante as baterias não se encontrou. Na estreia, não conseguiu achar as melhores ondas e na repescagem realmente não viveu um bom dia.

Foi o pior resultado do cearense na temporada. Ele precisa de mais resultados consistentes para sair da bolha e não correr riscos no final da temporada. Rápido e ótimo aerealista, Michael tem tudo para se recuperar na piscina de ondas.

Então fique ligado, porque depois de todas as etapas do Mundial de Surfe, o Yahoo Esportes vai trazer para você o Termômetro da Tempestade Brasileira.

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