Clássico do vôlei brasileiro agita a final da 23ª edição da Superliga

Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé fazem a 11ª decisão da competição; Time carioca joga em casa e chega a sua 13ª final consecutiva 

Pela 13ª vez consecutiva, o Rexona-Sesc entra em quadra para disputar o título da Superliga feminina de vôlei. O duelo, que acontece neste domingo, às 10h, na Arena Jeunesse, na Barra da Tijuca, será contra o arquirrival Vôlei Nestlé. Esta será a 16ª final do time de Bernardinho, que tornou-se, ao longos dos anos, o maior vencedor da história da modalidade no Brasil.

Apesar da importância do clássico, a levantadora Roberta prefere que o Rexona-Sesc deixe de lado toda rivalidade entre as equipes e coloque o coração em quadra.

- Domingo é dia de colocar o coração em quadra, dia de emoção, de alegria. Dia de deixar o nervosismo de lado e colocar tudo que tiver de bom dentro da quadra. É a hora de executar tudo que treinamos a temporada inteira. Lembrar de tudo que tivemos de abrir mão, as dores que sentimos, os momentos de exaustão, e transformar isso em força, em inspiração e motivação. É aquela hora que a gente se olha no olho, se junta e entra em quadra pelo mesmo objetivo - declarou a levantadora, que completou:

- Cada ano é um ano. É um grupo diferente, a gente vive coisas e momentos distintos a cada temporada. É meu primeiro ano como titular, então é um motivo a mais para buscar essa conquista. É um time mais jovem, mas cada uma está brigando pelo seu espaço, mostrando seu valor. Então domingo é dia de colocar isso para fora e deixar nosso máximo em quadra.

Olhando pelo lado tático, o técnico Bernardinho espera um confronto equilibrado, já que cada equipe pode se beneficiar de uma forma diferente dos confrontos feitos na semifinal.

- Vôlei Nestlé chega com muita confiança, passou pela semifinal jogando muito bem. É difícil dizer quem estará melhor. Nós estamos com mais ritmo, mas elas estão mais descansadas, então vai ser jogo duro e de muito equilíbrio. Não vejo vantagem para nenhum lado. É um time que cresceu muito durante a temporada, em vários aspectos. Mas é uma final, que se tornou um clássico do vôlei brasileiro. Claro que gera uma tensão pela importância da partida, mas nós estamos focados em jogar bem e fazer o nosso melhor.

Pelo lado no Vôlei Nestlé, Camila Brait, no time desde 2008, vai para sua sétima final de Superliga, sendo as seis anteriores diante do maior rival. A líbero reforça o desejo de conquistar o título no domingo.

- A ansiedade é inevitável. Vou para minha sétima final, mas cada ano é uma história diferente. Nessa temporada, nossa Superliga foi de superação. Tudo que fizemos até aqui foi por nossos méritos. O Osasco não está satisfeito de só ter chegado na final. Batalhamos a competição inteira para estar aqui e queremos conquistar esse título. Vamos entrar com vontade e, ao mesmo tempo, tranquilas. É o último jogo do campeonato e ele requer agressividade e intensidade, mas também calma e paciência nos momentos de dificuldades.

Dani Lins comenta sobre a importância de encontrar um equilíbrio entre intensidade e tranquilidade.

- Sabemos que em uma final tem ansiedade e nervosismo. Logicamente que temos que entrar com vontade de ganhar, mas é importante também saber que em etapas do jogo, dependendo de como estiver o placar, é fundamental ter lucidez, paciência e tranquilidade de fazer nosso melhor, evitando os erros. O excesso de vontade pode atrapalhar e às vezes é difícil encontrar esse equilíbrio. Sinto o Vôlei Nestlé bem consciente quanto a isso. A força do grupo que fez com que nosso time chegasse nessa decisão e vamos seguir assim. A nossa equipe adquiriu essa característica de uma ajudar a outra nos momentos de dificuldades e acredito que essa seja nossa maior virtude.

















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