Clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG pega fogo nos bastidores

Uma partida muito mais chamativa pelo que ocorre fora dos gramados do que o contrário. Esta é a melhor definição para o jogo entre Cruzeiro e Atlético-MG, neste sábado (1º), no Mineirão, pela 10ª rodada do Campeonato Mineiro.

Uma vitória para qualquer dos lados pouco influenciará na tabela de classificação da primeira fase do Estadual. O Galo já assegurou a liderança, enquanto a Raposa deve permanecer tranquilamente na segunda posição. Porém, os bastidores do duelo estão movimentados.

Tudo começou na manhã de terça-feira (28). Na ocasião, o Atlético enviou um ofício à Federação Mineira de Futebol (FMF) solicitando a suspensão do árbitro Ricardo Marques Ribeiro do torneio estadual.

As justificativas da diretoria alvinegra eram duas: os supostos erros do árbitro a favor do Cruzeiro na nona rodada do Mineiro e o seu histórico diante do Atlético. O pedido, contudo, foi rejeitado pela FMF, conforme publicado pela Goal Brasil na ocasião.

Giuliano Bozzano, presidente da Comissão de Arbitragem da FMF, apenas retirou o juiz da escala do jogo deste sábado, alegando que o ambiente seria instável.

Ricardo Marques Ribeiro


Árbitro foi questionado pelo Atlético-MG: (Foto: Lucas Uebel)

Esta, porém, não foi a única polêmica extracampo que envolveu o clássico. No início da semana, o Cruzeiro vetou que o adversário pudesse contar com instrumentos musicais, bandeiras, faixas de torcida e a presença do mascote no gramado. O fato culminou em reclamação da cúpula atleticana.

O Galo solicitou à FMF que não houvesse o veto do arquirrival. O órgão que rege o futebol local acatou o pedido do clube presidido por Daniel Nepomuceno e liberou que os objetos fossem utilizados pelo visitante no Gigante da Pampulha.

Nessa sexta-feira (31), a diretoria do Cruzeiro divulgou uma nota queixando-se da imparcialidade da FMF. A Raposa chegou a acusar o presidente Castellar Neto de não atender aos telefonemas feitos por sua cúpula.

Rafael Sóbis Cruzeiro Atlético-MG Primeira Liga 01022017


(Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

"A arbitrariedade é grave por ver a entidade máxima do futebol mineiro, mais uma vez, se comportar de forma tão parcial, já que a mesma nunca defendeu igualmente os interesses do Cruzeiro Esporte Clube e da nossa torcida quando os clássicos são disputados no Estádio Independência", alegou o clube celeste.

O jogo deste sábado (1º) será bastante disputado, mas o protagonismo está todo fora do gramado.