Cinegrafista é barrado em estádio por relógio com arco-íris

Mais um caso de repressão a peças de roupa que tenham o símbolo do arco-íris foi registrado nesta sexta-feira na Copa do Mundo do Catar, que está sendo realizada entre os dias 20 de novembro e 18 de dezembro deste ano. Desta vez, com um cinegrafista da BBC, emissora inglesa, antes da partida entre Inglaterra e Estados Unidos.

A repórter inglesa Natalie Pirks, da BBC, registrou em seu perfil oficial no Twitter o caso que aconteceu com seu colega de trabalho: "Acabei de chegar ao estádio Al Bayt para o jogo da Inglaterra e meu cinegrafista, usando a pulseira de relógio colorida que seu filho lhe deu, foi parado pela segurança e impedido de entrar. Claramente, a mensagem da FIFA AINDA não está sendo transmitida.Agora estamos dentro. Para seu crédito, os catarianos criaram uma linha direta para equipes com problemas, o que nos ajudou a passar pela segurança".

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Jornalista é barrado em estádio por camiseta com arco-íris

Quando chegava ao Estádio Al Rayyan para realizar seu trabalho na cobertura da estreia de Estados Unidos e País de Gales, o jornalista norte-americano Grant Wahl foi impedido de acessar a área de mídia do local por causa da vestimenta que ele estava usando: uma camiseta com uma bola de futebol envolta por um arco-íris, símbolo da comunidade LGBTQIA+.

Em seu perfil oficial no Twitter, o profissional relatou o acontecimento e citou, inclusive, a fala da autoridade de segurança do estádio onde a partida irá ser disputada: "Agora mesmo: Segurança recusando-se a me deixar entrar no estádio para Estados Unidos x País de Gales. 'Você tem que trocar de camisa. Não é permitido'. A segurança da Copa do Mundo do Catar me deteve por 25 minutos por usar uma camiseta de apoio aos direitos LGBTQ, pegou meu telefone à força e exigiu com raiva que eu tirasse minha camiseta para entrar no estádio". Após um grande período de tempo detido pelos oficiais de segurança do estádio, Grant Wahl foi liberado pela equipe, recebendo, inclusive, um pedido de desculpas por parte de um representante da FIFA. Em seu site, o jornalista relatou que: "Um comandante de segurança se aproximou de mim, disse que eles estavam me deixando passar e se desculpou. Apertamos as mãos. Um dos seguranças me disse que estavam tentando me proteger dos torcedores que poderiam me machucar por usar a camisa".