Cinco tendências de bem-estar para aderir em 2020

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Tendências de bem-estar são fruto de um reflexo de necessidades coletivas, apontam para um novo comportamento de consumo e refrescam nossas ideias de autocuidado. Do Healthism ao banho de floresta, você não vaia resistir.

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Healthism: equilíbrio e flexibilidade

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healthism: a tendência é ter menos regras e mais prazer na rotina saudável
healthism: a tendência é ter menos regras e mais prazer na rotina saudável

Passamos pela fase em que o mais saudável era ser fitness: muito exercício físico, foco, dietas à base de frango e batata-doce, marmita pra todo canto...No último ano, com o autocuidado em evidência, vieram outras regras de vida saudável: o yoga da vez, máscaras faciais (nem sempre naturais) e mil regras de skin care. No final das contas, quando a sugestão do que é certo ou errado vem de fora, e embalada num combo de ações a praticar, acabamos trocamos um padrão pelo outro.

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Ainda que sejam atitudes “do bem”, não é saudável adotar hábitos só por modismos ou em excesso. Musculação todo dia pode ser o melhor para a saúde mental/física de uma pessoa. Para outra, caminhar no parque e tomar suco verde. Algumas gostam um docinho às vezes, alternar treino de corrida com cochilos no meio da tarde...E tudo bem. O bem-estar da nova era é ancorado no equilíbrio. É o que propõe o Healthism, um movimento global que se opõe ao excesso de regras extremas nas práticas de exercício físico e alimentação. A ideia é desapegar dos padrões, do extremismo e do excesso – inclusive de foco. Equilíbrio, autonomia e flexibilidade são palavras-chave desse movimento.

Menos carne, por favor!

A comida do futuro não tem crueldade animal
A comida do futuro não tem crueldade animal

No Brasil, 14% da população já se declara vegetariana, segundo pesquisa do IBOPE Inteligência conduzida em abril de 2018. É um caminho sem volta. Pela sua saúde, pelos animais, pelo planeta... A crise climática tem sido um dos maiores motivos para muitas pessoas considerarem o veganismo mas, no meio da jornada, vegetarianos, veganos e pessoas em transição, sempre se esbarram em uma dessas “portas de entrada”para o movimento. Segundo Ricardo Laurino, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira, “o vegetarianismo está deixando de ser uma escolha de uma parcela restrita da população, para rapidamente ocupar posição central na mesa dos brasileiros”.

Banho de floresta

Banho de floresta: o importante é reconectar!
Banho de floresta: o importante é reconectar!

A prática é ancestral, tornou-se hábito de bem-estar no Japão na década de 1980 e, agora, ganha popularidade como terapia alternativa no ocidente. Motivo: uma necessidade coletiva pela reconexão com a natureza, fuga dos excessos até então considerados luxos e inevitáveis (tecnologia, informação, bens materais...). Estudos feitos nas últimas décadas tem comprovado cientificamente os efeitos curativos do banho de floresta. Um estudo japonês feito na Universidade de Chiba pelo Centro de Meio Ambiente, Saúde e Ciências acompanhou 280 indivíduos, durante 20 anos, medindo os efeitos fisiológicos do banho de floresta  - a comparação foi feita medindo 30 minutos de natureza x 30 minutos de ambiente urbano. E identificou que ambientes florestais promoveram menores concentrações de cortisol, menor frequência cardíaca e pressão arterial. Além disso, o hábito também está relacionado à auto-estima, sono e equilíbrio da saúde mental.

A prática consiste em uma imersão na natureza e isso tem impulsionado muitas viagens ecológicas e retiros em meios a sítios e áreas isoladas. E é uma oportunidade e tanto para sintonizar com outra tendência que chegou por aqui no ano passado: o detox digital. Se não é possível sair da sua cidade, desligue o celular e vá para algum parque e contemplar as árvores, um lago, o céu...

Procedimentos de estética atemporais voltam a ganhar evidência

Procedimentos atemporais voltam a ganhar evidência
Procedimentos atemporais voltam a ganhar evidência

A limpeza de pele acabou perdendo o protagonismo para tratamentos tecnológicos - que continuam evoluindo. A drenagem linfática ficou tímida perto das massagens modeladoras que prometem centímetros a menos instantaneamente. Esses dois tratamentos de beleza, no entanto, não resistem ao tempo à toa. São eficazes, não tem restrições, não custam uma fortuna (embora o valor possa variar de espaço e região), e tem um resultado mais sólido. Ou seja, não prometem milagres, mas cumprem seu papel do cuidado com a estética sem frustrações e alterações na beleza natural de cada pessoa. A necessidade pelo equilíbrio vai de encontro ao movimento slow beauy e já está refletindo nas escolhas de beleza. Tecnologia sim, mas sem perder o que é atemporal e funciona.

Ginecologia natural e autônoma

Movimentos que resgatam práticas ancestrais de autocuidado  e reconexão com a natureza tem feito surgir um apreço pelas terapias alternativas de cuidado feminino. Vaporização do útero, automassagem, chás para cólicas e receitas caseiras são indicadas por naturólogas  até médicas ginecologistas. Não é uma substituição à medicina convencional, mas um resgate de um conhecimento que funciona e traz acesso à práticas que funcionam, tornam o autocuidado possível e ainda promovem uma reconexão com o corpo. A ginecologista carioca Bel Saide (@ginecologianatural) e a naturóloga paulistana Carolina Carvalho (@naturezamedicinal) são minhas referências no assunto.

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