Cinco momentos curiosos de aberturas de Copas

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Claudia Leitte, Jennifer Lopez e Pitbull cantando o “hit” na abertura da Copa de 2014 (Elsa/Getty Images)
Claudia Leitte, Jennifer Lopez e Pitbull cantando o “hit” na abertura da Copa de 2014 (Elsa/Getty Images)

Por Felipe Portes

A Copa do Mundo, como se sabe, é uma festa sem igual em todo o planeta, independente do país em que seja sediada. E a abertura do torneio, sempre um show suntuoso, atrai as atenções com artistas famosos e uma festa de cores e bandeiras.

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Qual foi a sua abertura favorita? E qual foi a mais bizarra que você tem memória? Reunimos aqui algumas das cerimônias mais peculiares.

1986: Aztecas emulando Flashdance

Existem duas partes da abertura da Copa de 1986, no México, disponíveis na internet. A primeira delas, e que merece nossa menção, é um vídeo produzido pela Fifa, no qual um índio azteca brinca com a bola oficial do torneio, caminhando por paisagens mexicanas. A viagem oferece um pouco das belezas locais, mas cai na tosqueira de apresentar o tal azteca voando e fazendo movimentos de balé, o que, convenhamos, não combina muito com a cultura de sua civilização.

Quando você acha que o constrangimento acabou, começa a segunda parte: mais aztecas dançando, dando voleios e fazendo defesas, para que depois surjam, já no estádio, dois caras aleatórios com os uniformes de Itália e México, que fariam o jogo inaugural. O pior nisso tudo é que a coreografia dialoga muito com o clássico dos cinemas “Flashdance”, protagonizado por Jennifer Beals. Você deve lembrar dos passos dela no clipe de “Maniac”.

1990: Playbacks descarados

A dupla Gianni Nannini e Edoardo Bennato ficou responsável por interpretar a música oficial do Mundial de 1990, na Itália, chamada “Un estate italiana”, que aliás era um bom retrato do que bombava nas paradas da época. O riff marcante de guitarra, no entanto, foi ofuscado por uma melodia arrastada e brega.

No San Siro, onde houve o jogo entre Argentina e Camarões, Nannini e Bennato fizeram um playback muito ruim, sem se esforçar ao mínimo para parecer que estavam cantando ao vivo. Calma, ficou pior: logo depois, acontece uma espécie de desfile de moda nos moldes da abertura antiga do Fantástico, ao som de “We are the world”. Talvez a alusão às passarelas e festivais de moda não tenha pego tão bem assim.

1994: Diana Ross não sabe bater pênalti

A diva pop americana foi o ponto central da abertura de 1994, nos Estados Unidos. Nada mais apropriado para um país que respeita seus astros como nenhum outro. Clima preparado, logo da Copa reproduzido com um mosaico, bem bacana. Pois é, Diana Ross entrou no campo do Soldiers Field em Chicago depois de ser apresentada por Oprah Winfrey. E cantou seu sucesso “I’m Coming Out”. Até aí, tudo normal.

O problema é que pediram a ela que cobrasse uma espécie de pênalti no meio do gramado, para que o gol se abrisse, simbolizando um rito de passagem para iniciar a Copa. Diana errou o chute, mas as traves caíram do mesmo jeito.

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2006: Estereótipos alemães revisitados

Quando a Copa do Mundo voltou para a Alemanha, em 2006, pessoas vestidas de acordo com as tradições germânicas fizeram a festa no campo antes do início do Mundial. Eles rufavam tambores, dançavam e batiam chicotes no ar. Duas crianças entram, e o menino ganha um trompete da menina. O verde da grama se transforma num vermelho belíssimo.

Eis que pessoas vestidas com trajes clássicos aparecem, e uma mulher desse grupo solta um rojão (????). O rojão na verdade era uma faixa que dizia “Bem vindos”. Mais estereótipos: agora os alemães e suas roupas icônicas performam uma dança bem ritmada. Na hora da música, um hip-hop bizarro do Seeed, com a música “Schwinger” deixou o público impactado. Mas não de uma maneira positiva, claro.

2014: O exoesqueleto que chocou o mundo

O Brasil caprichou na apresentação da Copa do Mundo em 2014, na Arena Corinthians. Um espetáculo de cores que contou com muitas crianças, flores e todo um apelo à natureza. Foi, incontestavelmente, um show muito bonito e impressionante. Quem vai se esquecer do momento em que aparece um exoesqueleto projetado pelo cientista Miguel Nicolelis, chutando uma bola?

Tudo estava indo muito bem, até que Pitbull, Jennifer Lopez e Claudia Leitte apareceram para cantar a música oficial da Copa, “We are One”. Mesmo com a alegria cativante do Olodum no apoio, a canção não foi necessariamente um hit durante o Mundial, já que Claudinha possui o mesmo carisma de uma geladeira.

Poderia ser pior. Afinal de contas, no encerramento, Carlinhos Brown deu o ar de sua graça ao lado de Shakira. E aí nem mesmo a colombiana foi capaz de salvar o minishow.

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