Weidman x ‘Spider’ e mais quatro lutas a casar pós-UFC Boston

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Chris Weidman venceu Anderson Silva duas vezes no UFC (Josh Hedges/Zuffa LLC/Getty Images)
Chris Weidman venceu Anderson Silva duas vezes no UFC (Josh Hedges/Zuffa LLC/Getty Images)

A experiência de lutar entre os meio-pesados (93kg) não terminou bem para o norte-americano Chris Weidman. Se a entrevista pós-luta dá qualquer indicação do que vem pela frente, o ex-campeão dos médios (84kg) não considera pendurar as luvas após ser nocauteado em cinco de suas últimas seis aparições.

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Ao final de cada edição do UFC, o blog sugere lutas a marcar envolvendo os principais nomes que competiram no final de semana. A situação de Weidman é complexa, uma vez que encerrar a carreira poderia realmente ser a melhor decisão a tomar. Porém, considerando que isso não acontecerá, o ex-campeão se encontra em uma posição igualmente confusa.

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Weidman seguirá entre os meio pesados, ou voltará à sua divisão de origem? Em ambos os casos, a luta que eu casaria para ele seria uma trilogia com Anderson Silva. Apesar de Weidman ter saído vencedor das primeiras duas, há elementos suficientes — Silva “brincou demais” na primeira e fraturou a perna na revanche — para justificar um terceiro encontro.

O brasileiro, que já lutou na divisão dos meio pesados algumas vezes, teve trajetória turbulenta desde que perdeu o título do UFC para Weidman, em 2013. Após voltar da grave fratura na perna, “Spider” teve uma vitória sobre Nick Diaz anulada por uso de substâncias proibidas e perdeu na decisão para Michael Bisping, Daniel Cormier e Israel Adesanya.

Em maio deste ano, Silva lesionou o joelho no primeiro round contra Jared Cannonier, no Rio de Janeiro, mas garantiu que seguirá lutando no UFC. O único triunfo do ex-campeão nos últimos sete anos veio diante de Derek Brunson, em apertada vitória por pontos, em fevereiro de 2017.

Abaixo vão outras lutas que o blog casaria para os vencedores do UFC Boston:

Dominick Reyes x Anthony Smith: Reyes precisou de apenas 103 segundos para liquidar Weidman na luta principal do evento em Boston, mas essa vitória diz mais sobre o atual estado da carreira do ex-campeão dos médios do que as reais capacidades de Reyes. A promessa dos meio-pesados brilhou, claro, mas não sei se ele já está de fato pronto para enfrentar o campeão Jon Jones, como pediu em sua entrevista pós-luta.

O UFC ainda não se decidiu sobre o próximo desafiante a Jones, e é bem possível que a chance caia no colo de Reyes. A resposta final pode vir dia 2 de dezembro, data em que Corey Anderson e Johnny Walker se enfrentam pelo UFC 244, em Nova York. Caso Walker vença com mais um nocaute impressionante, não seria surpresa vê-lo furar a fila e enfrentar Jones no início de 2020. Se Anderson derrotar o brasileiro, Reyes pode ter a oportunidade contra Jones uma vez que seu estilo de luta agrada mais ao público que as últimas atuações de Anderson.

Imaginando um cenário onde Reyes não dispute o título em sua próxima luta, eu colocaria Anthony Smith em sua frente. Smith, veterano com quase 50 combates no currículo, vem de grande vitória por finalização sobre Alexander Gustafsson e perdeu apenas uma das cinco lutas que fez entre os meio pesados, exatamente diante de Jones, em março deste ano.

Yair Rodriguez x José Aldo: O mexicano confirmou sua aptidão natural para lutas empolgantes no UFC Boston, derrotando o duríssimo Jeremy Stephens por pontos. Embalado por triunfos sobre Stephens e “Zumbi Coreano”, o “Pantera” merece uma grande oportunidade na carreira. José Aldo, ex-campeão dos penas (66kg) no UFC que já esteve cotado para enfrentar Rodriguez no passado recente, seria um teste de fogo para Rodriguez mostrar se está preparado para disputar o cinturão da categoria.

Greg Hardy x Todd Duffee: Ex-jogador da NFL e sempre cercado de polêmicas, Hardy venceu Ben Sosoli com uma performance aquém do esperado, mas viu o resultado ser cancelado pela comissão atlética de Massachussets poucas horas depois devido ao uso de um inalador entre os rounds dois e três.

Hardy, agora, se encontra em uma posição confusa dentro do UFC. Ele é inexperiente no MMA, mas “jantou” com tranquilidade todos os oponentes que o UFC colocou à sua frente antes de Sosoli. Os 15 minutos de luta em Boston foram ruins, o que desestimula a realização de uma revanche, e colocar outro atleta sem grife diante de Hardy apenas resultará em mais críticas dos fãs e imprensa.

Assim como Hardy, Todd Duffee entrou no UFC com pouca experiência no esporte, em 2009, mas já acumula seis aparições no octógono. Duffee retornou à ativa recentemente, mas viu sua luta com Jeff Hughes terminar sem resultado após sofrer uma dedada não-intencional no olho. Duffee seria um bom parâmetro para ver onde Hardy pode chegar na divisão.

Maycee Barber x Paige VanZant ou Joanne Calderwood: Barber fez pouco caso do maior desafio de sua carreira no UFC, nocauteando Gillian Robertson em apenas três minutos, mas seu próximo passo não é tão simples assim.

A jovem promessa deixou claro que deseja enfrentar Paige VanZant, queridinha do público norte-americano, mas VanZant já demonstrou que não se interessa pela luta. A relação tensa entre as duas é um prato cheio para o UFC promover o confronto, mas o fato de VanZant só ter apenas uma luta restante em seu contrato pode dificultar as coisas.

VanZant já deixou claro que pretende ouvir propostas de outros eventos antes de pensar em renovar com o UFC, e uma derrota para Barber prejudicaria seu valor de mercado em negociações futuras. Pensando pelo lado do UFC, dar a VanZant a chance de bater uma futura promessa como Barber e depois perdê-la para uma organização rival faz pouco sentido.

Se o duelo Barber x VanZant não sair do papel, uma boa oponente para a jovem de 21 anos seria a experiente Joanne Calderwood, escocesa que já bateu de frente com algumas das melhores lutadores das categorias mosca (57kg) e palha (52kg) e vem de triunfo por pontos sobre Andrea Lee, em setembro.

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