"Chegou se achando demais": Thiago Neves detona postura de Ceni em passagem pelo Cruzeiro

Fabio Utz
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Quando se fala do Cruzeiro que se sucumbiu em 2019 e foi parar na segunda divisão nacional, a primeira imagem que vem à cabeça é a rápida passagem de Rogério Ceni pela Toca da Raposa. O treinador deixou o Fortaleza com a convicção de que poderia mudar o rumo da equipe, mas sucumbiu e perdeu o vestiário. Thiago Neves, aliás, era um dos líderes do elenco e deixou claro, em entrevista ao canal Pilhado, a sua visão sobre aquele momento do time.

Falou que nosso time era muito velho para o jeito que ele queria jogar, sendo que tínhamos acabado de ser bicampeões do Mineiro e da Copa do Brasil. Calma aí também, né?! Chega devagar, vai respeitando, porque só tinha campeão no time (...). O Fábio deixou claro para ele: ‘Rogério, a gente está aqui de braços abertos, você pode montar o esquema que quiser e colocar quem quiser, mas seja justo. Não vá pela experiência de ninguém e nem pela idade (...)'.Thiago Neves, meia do Sport

Na opinião do meia, Rogério Ceni chegou 'com o nariz em pé' ao Cruzeiro: "Ele chegou com um ego muito avançado, nossa senhora, se achando demais. Não deu certo. Por isso acabou acontecendo aquilo tudo (...). Nosso grupo não se fechou para derrubar o Rogério. A gente sempre falava: ‘deixa ele, é o cara que está comandando. Deixa ele botar a molecada, é o dele que está na reta agora. Se ele tirar os principais jogadores, o problema é dele. Só que depois não vem colocar na conta de todo mundo’”, disse o hoje atleta do Sport Recife.

Meia era um dos líderes do vestiário da Raposa em 2019 | Miguel Schincariol/Getty Images
Meia era um dos líderes do vestiário da Raposa em 2019 | Miguel Schincariol/Getty Images

Segundo Thiago, em determinado momento ele próprio deixou de conviver no dia a dia com Ceni. Após a eliminação da Copa do Brasil, com goleada por 3 a 0 para o Internacional, o jogador foi aos microfones e afirmou que o técnico tinha mexido demais na equipe: "No outro dia, falei com o Rogério: ‘eu errei de falar ali, mas não leve para o lado pessoal, até porque você não tem culpa de nada’. Mas ele levou para o lado pessoal. Comigo foi só esse problema, nunca mais tive problema com ele. Mas parei de falar com ele. Ele não falava comigo, eu não falava com ele (...). Quando ele chegava, eu saía, até para evitar", concluiu.

O treinador trabalhou com a Raposa em oito partidas, com duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Está explicado por qual razão o Cruzeiro chegou ao fundo do poço?

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