Chefe vê McLaren atrás das rivais e admite necessidade de melhora nos pit-stops

Redação GP

Andreas Seidl reconheceu que a McLaren precisa melhorar sua performance nos pit-stops. O chefe avaliou que o time de Woking não está no nível das outras equipes de ponta.

No GP do México do fim de semana, Lando Norris teve de abandonar após um problema na troca de pneus. Carlos Sainz, por sua vez, teve problemas em Monza, quando saiu dos boxes sem que o pneu estivesse devidamente encaixado.

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Seidl reconheceu que a McLaren precisa se atualizar e oferecer equipamentos mais robustos aos mecânicos. Alguns times contam com sistemas capazes de detectar problemas e impedir que os carros deixem os boxes.

“É uma área em que temos de trabalhar em que não estamos no nível das equipes top”, disse Seidl. “Antes de mais nada, nós temos de dar condições melhores e equipamentos mais robustos aos nossos rapazes, pois, simplesmente, estamos atrás”, seguiu.

Lando Norris (Foto: McLaren)


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“Além disso, em relação ao mecanismo de segurança, você pode incluir isso no equipamento para que o carro simplesmente não saia quando a roda não está completamente colocada”, apontou. “Isso é algo em que vamos trabalhar no inverno. Leva tempo, não é algo que você possa fazer em uma semana ou um mês”, indicou.

Seidl considerou que, uma vez que a McLaren conseguir resolver os problemas, poderá se arriscar mais. 

“Quando tivermos isso no lugar, também poderemos voltar a correr mais riscos na hora da troca de pneus”, afirmou. “Acho que mostramos no início da temporada que, do lado humano, podemos fazer pit-stops rápidos ― demos um enorme passo à frente, os rapazes fizeram coisas ótimas na primeira metade da temporada”, elogiou.

“Nós não somos robustos o suficiente para estarmos cobertos quando dá errado. É nisso que temos de trabalhar”, frisou.

O dirigente avaliou que a McLaren precisa se esforçar nesse segmento, ainda que alguns equipamentos de pit-stop se tornem padrão para a temporada 2021.

“Ainda está aberto em relação ao que vai acontecer em 2021. Isso ainda está em discussão no momento, para finalizar a especificação que estará em vigor em 2021”, comentou. “O fato é que nós já perdemos muitos pontos neste ano com problemas no pit-stop”, reconheceu.

“Seja lá o que tenhamos de fazer para o próximo ano, temos de fazer, porque são recursos bem investidos”, defendeu. “Não quero ir para as corridas do próximo ano correndo os mesmos riscos”, insistiu.

Ainda, o dirigente se mostrou satisfeito com a maneira como o time reagiu a um fim de semana frustrante no México ― Lando Norris abandonou a corrida e Carlos Sainz ficou fora da zona de pontuação, em 13º. 

No GP dos Estados Unidos, porém, Norris acabou em sétimo, enquanto Sainz recebeu a bandeirada em oitavo. Assim, a McLaren agora tem 38 pontos de vantagem em relação à Renault na briga pelo quarto lugar no Mundial de Construtores.

“O principal para nós neste fim de semana era reagir depois de um domingo muito difícil no México”, declarou Seidl. “Estou feliz com o desfecho, marcamos dez pontos, e tivemos um fim de semana sólido”, continuou.

“O que eu achei muito positivo foi a performance que mostramos na classificação, pois parece que agora nós conseguimos dar um passo à frente na classificação em comparação com os outros carros do pelotão intermediário”, avaliou. “As largadas, mais uma vez, foram ótimas para os dois carros. Carlos teve azar, acho que podia ter funcionado, mas acho que foi Leclerc ou Albon que o empurraram para fora, e isso comprometeu a corrida dele”, ressaltou.

“O que temos de trabalhar é que claramente nós precisamos dar o próximo passo em ritmo de corrida, não só no ritmo de classificação, pois Ricciardo simplesmente foi um pouquinho mais rápido do que nós”, encerrou.

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