Chefe da Copa do Mundo minimiza morte de trabalhador: "Parte natural da vida"

Presidente-executivo da Copa do Mundo, Nasser al-Khater, deu declaração polêmica sobre a morte de mais um trabalhador no Catar durnte o Mundial (Photo by MUSTAFA ABUMUNES / AFP) (Photo by MUSTAFA ABUMUNES/AFP via Getty Images)
Presidente-executivo da Copa do Mundo, Nasser al-Khater, deu declaração polêmica sobre a morte de mais um trabalhador no Catar durnte o Mundial (Photo by MUSTAFA ABUMUNES / AFP) (Photo by MUSTAFA ABUMUNES/AFP via Getty Images)

O presidente-executivo da Copa do Mundo do Catar de 2022, Nasser Al Khater, deu uma declaração polêmica na manhã desta quinta-feira (08). Ao ser questionado sobre a morte de um trabalhador filipino durante o Mundial, Al Khater disse que é "parte natural da vida".

"A morte é uma parte natural da vida, seja no trabalho, seja durante o sono. Estamos no meio de uma Copa do Mundo e estamos tendo uma Copa do Mundo de sucesso e isso é algo que você quer falar, certo? Agora?", questionou o presidente-executivo à pergunta feita por uma repórter da rede britânica BBC.

Na sequência, Al Khater continuou reclamando da pergunta feita. "Um trabalhador morreu, nossas condolências à sua família, mas é estranho que seja algo que você queira focar como sua primeira pergunta", disse o preisdente-executivo.

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Morte do trabalhador filipino

A morte do trabalhador filipino, que aparentava ter mais de 40 anos, foi divulgada pelo veículo britânico The Athletic. Segundo a reportagem, ele morreu enquanto realizava reparos no resort Sealine Beach, utilizado pela seleção da Arábia Saudita enquanto estavam no Catar.

Segundo o site The Athletic, o trabalhador sofreu um acidente com uma empilhadeira, no qual escorregou e bateu a cabeça no concreto. Outros trabalhadores relatam terem ouvido um helicóptero ter chegado ao local logo em seguida, mas que o homem filipino não pode ser salvo. Os funcionários do resort não foram oficialmente informados a respeito da morte, mas disseram que o trabalhador sumiu após o incidente.

O homem seria funcionário da empresa catariana Salam Petroleum, e estaria no resort para consertar as luzes em um estacionamento. Funcionários, que não querem ser identificados, disseram ao The Athletic que o trabalhador não estava usando cinto de segurança. Mas não informaram ao veículo se o trabalhador recebeu o equipamento de proteção.

O Comitê Supremo de Entrega e Legado, que está na organização da Copa do Mundo, confirmou a morte, mas informou que o trabalhador morreu em uma via pública adjacente à área destinada ao treinamento dos jogadores. Portanto, o caso será investigado pelo governo do Catar, não pelo órgão que organiza a Copa do Mundo.

Nesta quinta-feira (07), quando o caso veio à tona, a secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, se negou a falar sobre a morte do trabalhador. "Não acho apropriado [a pergunta]. Já elaboramos longas intervenções sobre o que estamos fazendo com o Catar", finalizou.