Chefe da AlphaTauri aponta 22 corridas como “limite absoluto” para equipes

Redação GP
Grande Prêmio

Franz Tost crê que o autal calendário da Fórmula 1 está no limite máximo para equipes. O chefe da AlphaTauri, antiga Toro Rosso, afirmou que caso aumente o número de etapas, vai ser necessário começar a pensar em um rodízio dentro do time.


Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Na atual temporada, a categoria vai ter sue maior calendário da história – inclusive, isso vai fazer com que tenha dez etapas que coincidem com a MotoGP, que também teve aumento do seu número de GPs.

 

As mudanças para o atual campeonato são a chegada do GP do Vietnã além do retorno do GP da Holanda. Ainda, o GP da Alemanha, que rendeu boas histórias em 2019, acabou saindo do circuito mundial.

 

Entretanto, o número ainda não chega a ser algo que vá atrapalhar as equipes, mas não pode crescer mais do que isso. “Não, não fizemos mudanças, é apenas uma corrida a mais do que no ano passado”, disse em entrevista ao site ‘Racer’.

 

“É quase a mesma coisa que no último ano, começamos em março e a última corrida é no final de novembro, não é uma grande mudança. Em 2019, começamos a temporada em 17 de março e encerramos em 1º de dezembro, e em 2020 começamos em 15 de março e a última etapa é no dia 29 de novembro. Não é uma grande diferença”, seguiu.

Este aí é chefão da Toro Rosso, Franz Tost, em Monza, na Itália (Foto: Beto Issa)



“Há uma corrida a mais durante a temporada, mas não precisamos colocar as pessoas em rotação. Acho que 22 é agora o limite absoluto. Se tivermos mais corridas no futuro, então teremos que pensar em revezar as pessoas – mecânicos, engenheiros, pois vai ser demais para eles”, completou.

 

Um dos pontos vistos por Tost é que preza pela estabilidade, especialmente após a segunda metade de temporada que a Toro Rosso apresentou em 2019. “Nós temos um bom time agora em Bicester em nosso departamento aerodinâmico, e do lado mecânico temos as suspensões dianteira e traseira da Red Bull Technology – mesmo que tenha um ano, mas é muito melhor do que se tivéssemos que desenvolver nós mesmos”, destacou.

 

“Não que tenhamos uma área totalmente fraca, mas para ser competitivo na F1 é preciso melhorar em todos os pontos. Começa no escritório de design, trazendo o carro para o grid torcendo para estar abaixo do peso para ter algumas possibilidades com a distribuição. Depois, as partes estão sendo desenhadas e produzidas de uma maneira que vê progresso, especialmente aerodinâmico”, continuou.

 

“Então do lado operacional da equipe de corrida, os pit-stops têm que ser melhores, e da estratégia de corrida creio que na maior parte das vezes tomamos as decisões certas. É preciso melhorar em todos os aspectos um pouco, apenas para dar mais um passo adiante”, pontuou.

 

“Caso todos os departamentos melhorarem seus trabalhos e vierem com  melhores soluções, então, no final, você tem um pacote bom e completo para ser competitivo e conseguir superar os outros”, concluiu.

 

Mas o calendário da F1 ainda pode sofrer uma mudança. O motivo é que a FIA está acompanhando os recentes casos de coronavírus, na China, onde a categoria tem etapa marcada em abril.


Apoie o GRANDE PRÊMIO: garanta o futuro do nosso jornalismo


O GRANDE PRÊMIO é a maior mídia digital de esporte a motor do Brasil, na América Latina e em Língua Portuguesa, editorialmente independente. Nossa grande equipe produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente, e não só na internet: uma das nossas atuações está na realização de eventos, como a Copa GP de Kart. Assim, seu apoio é sempre importante.


Assine o GRANDE PREMIUM: veja os planos e o que oferecem, tenha à disposição uma série de benefícios e experiências exclusivas, e faça parte de um grupo especial, a Scuderia GP, com debate em alto nível.






Leia também