Chapéu à vista? São Paulo quer abater dívidas por Erison, irrita Botafogo e coloca Coritiba no páreo

(Foto: Vítor Silva/Botafogo)


O São Paulo pode levar um chapéu do Coritiba na luta para contratar o atacante Erison. E o motivo é a irritação da diretoria do Botafogo quanto à condição do Tricolor de querer concretizar o negócio abatendo dívidas que o time carioca ainda têm em aberto.

Segundo descoberto pela reportagem, o São Paulo se mostrou disposto a pagar R$ 1,7 milhão pelo empréstimo de um ano de Erison, além de ser o responsável pelos salários integrais do jogador no período.

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Só que a negociação proposta pelo Tricolor, conforme apurou o LANCE!, não envolveria pagamentos. Pelo contrário. O São Paulo viu uma oportunidade de encerrar as dívidas que o Botafogo mantém com ele, referentes às compras de nomes Lucas Perri e Tchê Tchê. Somados, o valor beira os 300 mil euros (cerca de R$ 1,7 milhão).

Acontece que o Glorioso não gostou muito da ideia. E tratou de abrir negociações com o Coritiba para repassar Erison aos paranaenses.

Segundo o portal português 'SIC Notícias', Erison rescindiu o contrato com o Estoril, onde atuaria por empréstimo até o final da corrente temporada europeia. Deve desembarcar no Brasil até quinta-feira (26).

Esse será o prazo para o Tricolor dobrar John Textor, dono do Glorioso.

Ao L!, dirigentes são-paulinos mantém a esperança. Apostam no acerto das bases salariais que têm com o estafe do jogador.

Revelado pelo XV de Piracicaba, Erison chegou ao Glorioso em 2022 após boas passagens emprestado a clubes como Figueirense e Brasil-RS. O jogador de 23 anos disputou 34 jogos pelo Alvinegro no ano passado, marcando 16 gols e dando outras três assistências.

No meio da temporada, contudo, o atacante foi emprestado por John Textor ao Estoril, clube que pertence a David Blitzer, sócio do proprietário do Fogão no Crystal Palace, da Inglaterra. O contrato de Erison com o Glorioso vai até o fim de 2025.

Ceni vem enfatizando nas quatro entrevistas concedidas até agora no ano a necessidade de reforços no Tricolor. O ataque é um dos setores carentes. O treinador busca um reserva para Calleri, função vaga desde as saídas de Eder e Bustos.

- Eu sei que vocês falam, 'ah, o Rogério reclamou que faltam peças…’ Não é. Eu não estou reclamando. Eu só estou constatando. Se o clube conseguirá trazer o jogador adequado ou um jogador intermediário em relação àquilo que nós queremos para ocupar determinadas funções, vai nos ajudar bastante - disse, por exemplo, neste domingo (22), após o empate sem gols com o Palmeiras.

- Caso contrário, em algumas posições a longo prazo, a tendência é desgaste, lesão, perder esse jogador… Do Calleri ,na frente. Se o Calleri sai do jogo, quem tem o poder de segurar a bola? Não tem. Isso que nós temos que observar. Isso não é reclamar. Eu converso todos os dias com a diretoria - completou o comandante são-paulino.

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