Champions feminina: Após recusar convite de time masculino, Emma Hayes pode fazer história no Chelsea

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Diante do alto investimento do clube, a chegada do Chelsea na final da Champions League de ambos os gêneros não é por acaso. Mas, diferentemente da equipe masculina, que deu uma guinada repentina com a injeção financeira de Roman Abramovich na década passada, o crescimento do feminino foi gradual até chegar ao topo continental. O time caminhou a passos curtos por anos para construir a trajetória vitoriosa desta temporada e vai disputar neste domingo o título contra o Barcelona, em Gotemburgo, às 16h (de Brasília).

A conquista da vaga é resultado de grandes contratações e de trabalho minucioso da comissão técnica. A história de sucesso do Chelsea se confunde com a de sua treinadora, Emma Hayes, de 44 anos. Ela assumiu o comando em 2012, quando o clube ainda não tinha expressão na modalidade entre mulheres. Os primeiros frutos vieram em 2015 com a conquista da FA Cup e a taça inédita da Women’s Super League (WSL), principal divisão do futebol feminino da Inglaterra.

Vencer passou a ser comum para o Chelsea, mas em torneio continental, o melhor resultado havia sido as semifinais. Até esta temporada, quando Emma se tornou a primeira treinadora numa final em 12 anos — apenas a terceira nos 20 anos de Champions.

O título inédito coroaria temporada quase irretocável das londrinas, que alcançaram sequência de 33 jogos sem perder. Em 2020/2021, elas já conquistaram a Copa da Liga e mantiveram o título da WSL. Além da Champions, o Chelsea ainda disputa a FA Cup, podendo levar a quádrupla coroa.

Para alcançar seu objetivo principal, a treinadora conta com um trio de ataque de peso. Decisiva na classificação , a dinamarquesa Penille Harder, de 28 anos, foi comprada ao Wolfburg no ano passado como a atleta mais cara do futebol feminino.

A equipe conta também com Fran Kirby, artilheira da competição ao lado de Jenni Hermoso, do Barcelona. A britânica de 27 anos é cotada para levar o prêmio de melhor do mundo. Outro nome importante é Sam Kerr. No Chelsea desde 2019, a capitã da Austrália é a maior artilheira da história da NWSL, dos EUA.

Alvo de especulações

Considerada por muito a melhor técnica do ano, Emma Hayes já escreveu seu nome com letras maiúsculas na história do Chelsea. Desde que começou a se destacar no time, passou a ser alvo de especulações no futebol masculino. No início deste ano, ela recebeu um convite para trabalhar no Wimbledon, time da terceira divisão da Inglaterra. Mesmo tendo a chance de se tornar a primeira mulher a dirigir um time profissional masculino no futebol inglês, ela recusou a proposta.

— É insulto falarmos sobre futebol feminino como se fosse um retrocesso. O futebol feminino não está abaixo de nada — disse, em fevereiro, a técnica que já teve nome especulado no masculino do Chelsea após a saída Maurizio Sarri:

— Será um grande salto quando isso acontecer (uma mulher dirigindo um time masculino), mas o que eu sei é que a forma como você ganha uma partida de futebol, independentemente do gênero, é exatamente a mesma coisa — afirmou Emma ao “TGG Podcast”, em abril.

Com 20 anos de futebol, Hayes se destacou por conseguir levar o Chelsea ao topo várias vezes em um campeonato concorrido como o Inglês. Realidade bem diferente da vivida pelo Barcelona, rival deste domingo, que sobra na Espanha: a equipe conquistou o bicampeonato espanhol nesta temporada com 100% de aproveitamento. O título foi garantido com cinco rodadas de antecedência, com 126 gols marcados e cinco sofridos.

Favorito, o time espanhol tem a vantagem de já ter disputado uma final da Champions (há dois anos, contra o Lyon), mas o desafio não parece assustar Emma Hayes:

— Eu entendo o quão incrível é o Barcelona, mas nós também somos. É um esforço colaborativo do Chelsea para nos levar aonde estamos. Temos uma cultura aqui de sermos o melhor.

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