Champions, F1, ciclismo e tocha olímpica são vítimas mais recentes do coronavírus

Por François BONTOUX
AFP
O ator americano Gerard Butler posa com a tocha olímpica na Grécia
O ator americano Gerard Butler posa com a tocha olímpica na Grécia

Uma onda de suspensões e cancelamentos continuou paralisando o esporte mundial nesta sexta-feira (13) devido ao novo coronavírus: a Champions e o Giro d'Italia de ciclismo foram adiados, assim como três GPs da Fórmula 1, enquanto o revezamento da tocha olímpica foi interrompido na Grécia por excesso de público.

A Uefa deu um passo importante ao adiar os quatro duelos de volta que completam as oitavas de final da Liga dos Campeões, agendados para terça (17) e quarta (18), e a Liga Europa, prevista para a próxima quinta (19).

De fato, os jogos da Champions Juventus-Lyon e Manchester City-Real Madrid, programados para a próxima terça-feira, já haviam sido adiados na quinta (12) devido à quarentena imposta aos jogadores das equipes italiana e espanhola.

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Para quarta, o confronto Bayern-Chelsea seria disputado com portões fechados e o Barcelona-Napoli parecia destinado a ser adiado devido à suspensão por parte das autoridades espanholas de todos os voos procedentes da Itália.

A decisão da Uefa segue o movimento dos campeonatos nacionais, já suspensos na Itália, Espanha, Inglaterra e França, os dois últimos anunciados nesta sexta, enquanto que a Alemanha irá propor uma suspensão na segunda-feira (16), mantendo a rodada deste fim de semana, mas sem público.

Também na próxima terça, a Uefa organizará uma reunião por videoconferência com todas as federações para discutir a situação, que ameaça a organização da Eurocopa-2020, agendada para ser disputada entre 12 de junho e 12 de julho em 12 países do continente.

- Austrália, Bahrein e Vietnã na F1 -

Na Fórmula 1, o coronavírus também provocou a paralisação de suas atividades. Nesta sexta, a poucas horas do início da temporada, o Grande Prêmio da Austrália, primeira corrida do ano, foi suspenso.

Após longas conversas entre equipes, organização, Federação Internacional do Automóvel (FIA) e autoridades locais, primeiro foi anunciada a disputa da corrida com portões fechados. Minutos depois, o cancelamento da prova.

Em seguida, também se anunciou o adiamento, sem nova data, do GP do Bahrein, em 22 de março, e do GP do Vietnã, em 5 de abril.

"A Fórmula 1 e a FIA continuam trabalhando em estreita colaboração com os promotores no Bahrein e no Vietnã e com as autoridades locais para acompanhar a situação e tomar o tempo necessário para estudar a viabilidade de outras datas para cada Grande Prêmio, mais tarde neste ano se a situação permitir", anunciaram em comunicado as duas entidades.

A Fórmula Elétrica acompanhou os passos da 'categoria rainha' e anunciou a suspensão de seu campeonato pelos próximos dois meses. Assim, não serão disputadas as corridas de Paris (18 de abril) e Seul (3 de maio). Os GPs de Sanya (China), em 21 de março, Roma, em 4 de abril e Jacarta, em 6 de junho, já havia sido adiados.

No ciclismo, o Giro da Itália, que deveria começar em 9 de maio em Budapeste, na Hungria, foi adiado para uma data a determinar devido à pandemia, anunciou a organizadora da prova, a RCS.

- Revezamento da chama olímpica interrompido -

Uma das competições 'sobreviventes', a corrida ciclística Paris-Nice, que se disputa nesta semana na França sob fortes medidas de higiene, anunciou o cancelamento da última etapa, no domingo, devido à previsão de uma grande presença de público.

O excesso de público também foi o motivo para que o revezamento da tocha olímpica fosse interrompido em Esparta, na Grécia, nesta sexta-feira. A tocha, acendida na quinta em Olímpia, sede dos Jogos na antiguidade, iniciava o trajeto até Tóquio, que receberá os Jogos entre 24 de julho e 9 de agosto.

"Em função da presença importante da população no trajeto da chama em Esparta, e apesar das recomendações repetidas ao público de não se aglomerar, o Comitê Olímpico grego tomou a difícil decisão de interromper a programação do revezamento da chama em território grego", anunciou o comitê olímpico grego, em referências as medidas tomadas para evitar a propagação do vírus.

O plano inicial era que a chama passasse por 31 cidades e 15 sítios arqueológicos na Grécia, em um trajeto de 3.200 quilômetros.

O comitê grego garantiu que a chama olímpica será entregue à delegação japonesa do comitê organizador de Tóquio-2020, como estava previsto para 19 de março no estádio Panatenaico de Atenas, "sem público".

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