Cesare Battisti é condenado à prisão perpétua na Itália

Cesare Battisti foi declarado culpado por 4 assassinatos (Foto: Marco Ravagli / Barcroft Media via Getty Images)
Cesare Battisti foi declarado culpado por 4 assassinatos (Foto: Marco Ravagli / Barcroft Media via Getty Images)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ele foi declarado culpado por quatro assassinatos na década de 1970

  • Battisti cumpre a pena em uma prisão de segurança máxima

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Foi confirmada na terça-feira (19) pelo Tribunal de Cassação italiano a sentença de prisão perpétua de Cesare Battisti, ex-ativista da extrema esquerda do país. Ele foi considerado culpado por quatro assassinatos cometidos na década de 1970.

A decisão do tribunal declarou estabeleceu como inadmissível um recurso apresentado por Battisti contra o tribunal de apelação de Milão. Em 17 de maio, a corte negou um pedido para que a pena fosse comutada para 30 anos de prisão.

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Durante os 40 anos em que ficou fugitivo, Cesare Battisti se escondeu na França e, depois, no Brasil. Aqui, ele foi declarado refugiado político pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e viveu por anos com esse status.

Em janeiro, após o presidente Jair Bolsonaro declarar que o extraditaria, Battisti foi capturado na Bolívia. Agora, ele se encontra em um presídio de segurança máxima, onde cumprirá a sentença de prisão perpétua. Após semanas preso, ele admitiu a sua responsabilidade nos assassinatos, e disse estar arrependido por ter acreditado na luta armada.

O ex-ativista da extrema esquerda foi condenado pela primeira vez na Itália nos anos 80. Ele recebeu uma sentença de 13 anos de prisão por pertencer ao grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Em 1981, escapou para a França.

Ele foi julgado novamente em 1993, quando foi condenado pela primeira vez à prisão perpétua por quatro homicídios e por cumplicidade em outros assassinatos no final dos anos 70.

Na França, ele escrevia romances policiais que chegaram a fazer sucesso. Em 2004, foi expulso do país e passou a viver em segredo no Brasil até 2007, quando foi preso no Rio de Janeiro. Três anos depois, o então presidente Lula negou sua extradição e lhe concedeu o status de refugiado político. Battisti se casou com uma brasileira, com quem teve um filho em 2013.

O Supremo Tribunal Federal decidiu a favor de sua prisão e extradição no dia 13 de dezembro de 2018. Ele foi preso na Bolívia em uma operação conjunta entre as polícias boliviana e italiana. A prisão foi comemorada igualmente pela direita e esquerda italiana.


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