CEO deixa Cruzeiro e sugere intervenção judicial no clube

Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Quinze dias após assumir o cargo de CEO [diretor executivo] do Cruzeiro, Vittorio Medioli anunciou neste domingo (5) que deixará suas funções na equipe mineira. Ao informar a decisão, ele sugeriu que o clube precisa de uma intervenção judicial para "executar o que for preciso".

Empresário e prefeito de Betim (MG), Medioli tornou pública sua decisão por meio de um editorial no jornal O Tempo, veículo do Grupo Sada, do qual é proprietário junto com sua família. Durante as eleições municipais de 2016, sua prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral informou um patrimônio de R$ 352 milhões.

"Os últimos dias me concederam que, mais que um CEO, exposto à incerteza jurídica do cargo, o Cruzeiro precisa de um interventor amparado pela Justiça e com autoridade para executar o que for preciso. Doa a quem doer", diz o texto.

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Medioli assumiu o cargo em 23 de dezembro, semanas após o time ser rebaixado para a série B  do Campeonato Brasileiro. Entre as justificativas para sua saída, ele citou as investigações judiciais da qual o clube é alvo, criticou o estatuto do Cruzeiro e apoiou a transição para o modelo de Sociedade Anônima (SA).

"O estatuto do clube é um conjunto Frankenstein de regras que atendem interesses miúdos, mesquinhos e de dominação de grupos. Não atendem a grandeza e solidez de suas finalidades. Privilegia mais o incompetente que se preste a atender interesses inconfessáveis de um estreito grupo", escreve.

A votação do texto-base do projeto de lei que incentiva este tipo de instituição foi aprovado pela Câmara e agora aguarda votação no Senado.

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