Ceni explica bilhete a Pratto em jogo do São Paulo: “Garganta inflamada”

Rogério Ceni entregou um bilhete ao centroavante Lucas Pratto durante o empate sem gols com o Defensa y Justicia, na quarta-feira, na Argentina, pela primeira fase da Copa Sul-Americana, adotando um recurso muito utilizado pelo colombiano Juan Carlos Osorio, que foi o seu técnico em 2015 e com quem estagiou no ano passado. No entanto, a explicação para o recado via papel foi uma severa inflamação na garganta.

“Eu não tenho a mínima condição de gritar mais. Não tenho mais a minha garganta para gritar. Amanheci muito mal da garganta, bastante inflamada, o máximo que eu consigo é falar e, dentro de um estádio, com barulho da torcida, é muito difícil falar a 30 metros de distância. Espero melhorar, estou tomando remédio, para poder gritar e não ser necessário passar o bilhete”, disse o treinador, em entrevista coletiva.

Como o Tricolor havia perdido Buffarini por expulsão, aos 29 minutos do segundo tempo, Ceni decidiu adiantar Rodrigo Caio para a posição de volante, mas, sem voz, teve de apelar ao papel e caneta. Entregou o recado ao capitão Pratto, que reposicionou os seus companheiros.

Assim, o meio-campo ficou com o camisa 3 à frente de Lucão e Breno, com Jucilei na direita, João Schmidt na esquerda e Wellington Nem mais adiantado, municiando Chavez e Pratto.

“Quando os dois homens de frente começaram a buscar o jogo, perdemos o meio-campo, então decidi trazer o Rodrigo Caio para primeiro volante com o Jucilei e o João, e voltar numa linha de quatro, arriscando um pouco mais, esperando um pouco mais a descida do ala. Acho que o time melhorou a partir desse momento, aumentou o posse de bola, mas não jogamos o nosso futebol normal, não vi os números, mas tenho certeza que são bem abaixo do que apresentamos na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista”, avaliou Ceni.

Diante da equipe argentina, o treinador armou o São Paulo em um 3-5-2, espelhando o sistema adversário. Foi o método encontrado diante de 13 desfalques que tinha para o confronto. Insatisfeito com a atuação de seu time, Ceni espera um Tricolor mais agressivo no jogo de volta, em 11 de maio, no Morumbi.

“Foi equilibrado, tivemos duas boas chances de gol, com o Wellington Nem saindo na cara do goleiro. Eles não saíram cara a cara com Denis nenhuma vez, mas creio que foi um resultado justo. Para mim não foi bom porque não gosto de jogar dessa maneira, espero jogar diferente no Morumbi”, concluiu.