Ceni evita falar em dependência de Cueva após derrota elástica

O técnico Rogério Ceni evitou como pôde alimentar os comentários de que o seu São Paulo depende do meia Cueva para ser bem-sucedido. Sem o peruano, o time pouco criou diante do Palmeiras no sábado, no Palestra Itália, e acabou derrotado por 3 a 0.

“Prova que ele é muito importante, sem dúvida”, limitou-se a dizer Ceni, na primeira vez em que abordou o assunto em entrevista coletiva. Diante de novas perguntas, divagou: “O time pode andar sem o Cueva, mas prefiro andar com o Cueva”.

O São Paulo desandou sem Cueva contra o Palmeiras porque o atleta sentia dor muscular na coxa direita. Ceni tinha a possibilidade de mandá-lo a campo mesmo assim, porém preferiu ser precavido e preservá-lo para a reta decisiva do primeiro semestre.

“É claro que gostaria de ter colocado o Cueva, mas ele tem um edema muscular na coxa direita, que aumentou. Com uma pequena contratura, o risco de lesão é grande. Prefiro perder o jogador por um ou dois jogos do que por três, quatros semanas, principalmente na fase final do Campeonato Paulista”, comentou.

Cueva voltará a desfalcar o São Paulo em um clássico do Estadual, mas não por conta de suas condições físicas. Convocado para defender o Peru contra Venezuela e Uruguai, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo, ele não enfrentará o Corinthians no domingo de 26 de março, no Morumbi.

Novamente com o dilema em relação à escolha de um substituto à altura de Cueva, Ceni citou dois novatos. “Temos o Lucas Fernandes, que não gosta de jogar de 10, mas como um 8, e o Shaylon. São meninos de 19 anos, então vamos com calma. Com o passar do tempo, encontraremos alguém”, tentou tranquilizar o treinador.