Ceni defende que derrota reforça suas convicções ofensivas

Rogério Ceni não mudará o que pensa para o São Paulo em função da derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, neste sábado, no Palestra Itália. De acordo com o técnico, a sua equipe perdeu justamente porque, desta vez, não foi obediente ao que ele prega – atacar mais do que o adversário, mesmo se expondo defensivamente.

“Chutamos dez bolas no gol. O Palmeiras, 15. Desde que assumi o time, foi a primeira vez em que finalizamos menos do que um adversário. Tivemos mais posse de bola e troca de passes, mas finalizamos menos”, lamentou Ceni, elogiando também as faltas cometidas pelo rival. “Foram 31 contra 17 nossas. Fazer a falta é sempre importante para parar o jogo e recompor a equipe. Isso tudo mostra que o Palmeiras é um time que investiu bastante, continua forte dentro da sua casa, com muita qualidade. Mérito deles.”

O demérito são-paulino, no entanto, não mexeu com Rogério Ceni a ponto de ele pensar em mudanças. Com uma voz serena e uma feição abatida, o ídolo defendeu o seu trabalho diante das câmeras de televisão.

“As minhas convicções continuam as mesmas. Não sou ruim a partir de hoje nem fui tão bom antes disso. Sou a mesma pessoa de sempre. O meu sistema de jogo é procurar o gol. Talvez até tenha aumentado essa minha convicção, porque foi o dia em que menos apertamos o adversário no campo de defesa”, argumentou, lembrando ainda que tinha desfalques – o mais sentido deles o do meia peruano Cueva.

Ceni também recorreu mais de uma vez ao clássico anterior que o São Paulo disputou no Campeonato Paulista, contra o Santos, que acabou derrotado por 3 a 1 na Vila Belmiro. O objetivo atual do treinador é resgatar os pontos positivos daquela atuação.

“O torcedor quer ver o time ganhando sempre, como quando vencemos o Santos na Vila, onde pouca gente consegue. Hoje, vou dormir mal novamente, mas o mundo não acaba por causa de uma derrota. Vamos trabalhar no meio-termo, sem entrar no fundo do poço. Reconhecemos a superioridade do Palmeiras, que conseguiu o resultado sem influência da arbitragem nem de absolutamente nada. Foi por sua qualidade, estando em um estádio acima do nosso hoje”, concluiu Rogério Ceni.