Ceni defende Buffarini e vê equipe “tão bem quanto no primeiro jogo”

O técnico Rogério Ceni não achou a exibição do São Paulo na tarde deste sábado, no estádio do Morumbi, tão superior à do último final de semana, contra o mesmo Linense. Apesar da diferença no placar (2 a 0 na primeira partida e 5 a 0 na segunda), o treinador ressaltou que os números pouco mudaram e fez questão de exaltar a participação de um atleta na construção do placar: o lateral direito Buffarini.

“Jogamos bem, não tão bem quanto no último jogo, mas, como no futebol o que vale é o resultado, a gente coloca como excepcional essa partida”, começou Ceni. “A partida do 2 a 0 da semana passada foi tão boa quanto ou melhor do que essa, os números comprovam. A partida na Argentina, quarta-feira, foi fraca. Hoje (sábado) tentamos poupar jogadores, mesclar para que, na quinta-feira, já tivéssemos o melhor grupo possível”, explicou.

Para o comandante tricolor, porém, apesar dos 5 a 0 impostos sobre a equipe do interior, um lance no primeiro tempo foi fundamental para que a classificação viesse de maneira tranquila. Antes de Gilberto abrir o placar, os donos da casa viram o Elefante chegar á frente em um contra-ataque de quatro atletas contra um, mas Buffarini, o um são-paulino, conseguiu desarmar Giovanni e evitar o pior.

Tudo isso três dias depois de o atleta ser expulso diante do Defensa y Justícia, na Argentina, na primeira partida da equipe na Copa Sul-Americana. Incomodado com as críticas feitas à escalação do estrangeiro improvisado na lateral esquerda, Rogério bradou contra quem reclamou da decisão de mandá-lo a campo. “Há muito tempo eu não via um 4 contra 1, nunca imaginei que ia ver o meu time assim e espero não ver mais, aliás. E ele foi lá e conseguiu salvar”, relembrou.

“Gostaria que alguém me apontasse algum jogador do nosso elenco que fizesse uma função melhor do que a que o Buffarini faz lá. E todos sabiam que ele ia levar o vermelho, né? Ele levou o amarelo em seis jogos, mas só foi expulso uma vez. Mas, dessa vez, todos sabiam… Comentar depois que aconteceu é fácil. O Buffarini mostrou uma superação muito grande”, avaliou o treinador são-paulino.

Ceni ainda fez questão de discordar quando foi questionado sobre a jogada individual de Gilberto no primeiro gol, quando o centroavante recebeu na intermediária, passou fácil pelo zagueiro e tocou na saída do goleiro. “Jogada individual?”, indagou, antes de explicar sua avaliação. “Não vejo como um gol individual. O Luiz Araújo abriu o espaço ao cair para a esquerda. Ele teve a explosão final, a força para passar do zagueiro e, principalmente, a calma para tirar do goleiro e abrir o placar”, observou.

Por fim, o técnico ainda valorizou o aspecto emocional que uma goleada como essa pode ter na partida de quinta-feira, contra o Cruzeiro, no Morumbi, válida pela quarta fase da Copa do Brasil. De acordo com Ceni, não há como fazer uma avaliação apenas deste jogo, mas o saldo do trabalho até o momento é bastante positivo.

“Fico muito contente pelo modo como eles entendem o trabalho, pelo padrão apresentado. Temos 55 treinos e 19 jogos oficiais, pouco tempo, mas transformamos a característica de um time de 2016 para cá 100% eu diria. Fomos de um time que se defendia e contra-atacava, para um time que sai para o jogo. Só que, se eu ganho quinta, todos estão felizes, se eu não conseguir, estaremos tristes. É uma história contada a cada quarta e domingo desde o dia que começou o campeonato”, concluiu.