Ceni culpa alto número de lesões na reta final do Brasileirão por perda de vaga na Libertadores ​

Luciano comemora o seu gol na goleada sobre o Goiás, neste domingo (Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC)


Se o técnico Rogério Ceni já tinha desabafado o que queria no decorrer da última semana pela campanha do São Paulo no Campeonato Brasileiro, neste domingo (13), após a goleada por 4 a 0 sobre o Goiás, fora de casa, coube ao treinador fazer a sua avaliação sobre a não classificação para a próxima Copa Libertadores. Segundo ele, o alto número de jogadores contundidos pesou.


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- O que faltou muitas vezes, tivemos na reta final muita gente fora, isto atrapalhou bastante. Dois momentos da temporada que tivemos muita gente fora. Essa reta final deixamos de contar com muita gente, perdemos pontos importantes, um desses empates faltou para a gente no final. Com uma dedicação exclusiva ao Brasileiro, teríamos chegado ao G-6.

De acordo com o comandante são-paulino, o sentimento de frustração não pode ser creditado exclusivamente ao que ocorreu na rodada deste domingo.

- Não foi hoje que deixamos de chegar entre os oito, foi ao longo da temporada. Tivemos muitas oportunidades criadas, e nas escolhas que tivemos em priorizar as copas. Por muitas vezes, sempre falei e fui contraditório, as copas são traiçoeiras, o Brasileirão é difícil, veja os últimos times. Com exceção dos primeiros, a diferença é de um gol sofrido, um gol feito, essa é a diferença entre estar ou não na Libertadores.

Ceni voltou a ponderar sobre a derrota na final da Copa Sul-Americana, segundo ele um divisor de águas após a aposta total do clube no título virar água.

- Se tivesse a certeza que não ia ganhar a Sul-Americana, você priorizaria o Brasileiro. Mas, você vai à final sempre com o intuito de vencer. Você não pode abrir mão da tentativa de um título internacional.

- Em vários jogos estivemos à frente, com chance de decidir, e não fizemos. Não foi hoje que deixamos de chegar entre os oito, foi ao longo da temporada, em alguns jogos que tivemos muitas oportunidades criadas, mas isso faz parte do futebol. Também a escolha de priorizar as copas, a Sul-Americana até o fim, pesou. Sempre falei e fui contraditório. Sempre falei que as copas são traiçoeiras e o Brasileiro é difícil - concluiu o treinador tricolor.