Ceará tenta 'gerenciar' punição do STJD sobre jogar com portões fechados

Estádio Presidente Vargas (Divulgação)


O Ceará tenta fazer uma espécie de 'gestão' da pena a ser cumprida diante dos lamentáveis episódios de violência em 2022, na partida contra o Cuiabá, pelo Brasileirão. Por conta do ocorrido na Arena Castelão, o clube ainda tem quatro dos seis jogos a serem feitos sem presença de público, tanto sendo mandante como sem a respectiva carga de ingressos como visitante.

Na avaliação do Alvinegro, a ideia seria com que esses compromissos sejam cumpridos na Copa do Nordeste e não na Série B do Campeonato Brasileiro. Algo que demonstra, dentro da avaliação da diretoria, um impacto negativo menor do que a ausência do torcedor no início do torneio onde consta o principal objetivo na temporada: o retorno à elite do futebol nacional.

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Por sua vez, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) parece convencida de que os quatro compromissos restantes na punição (os dois primeiros foram cumpridos contra Fluminense e Juventude, ainda no ano passado) precisam ocorrer na segunda divisão do Brasileirão de 2023.

Diante deste cenário, o Departamento Jurídico do Ceará tem se reunido para decidir se o clube apresentará recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) visando reverter a atual postura da CBF.

A tendência é que a estratégia acabe sendo revelada nós próximos dias já que, no fim de semana, a equipe de Gustavo Morínigo tem o primeiro embate da fase de grupos do Nordestão. Na capital cearense, o Vozão atua como visitante frente ao Ferroviário, no próximo domingo (22), às 18h (de Brasília), no Estádio Presidente Vargas.