CBF reduz poder dos clubes em eleição para presidente da entidade

SÉRGIO RANGEL, ENVIADO ESPECIAL

MONTEVIDÉU, URUGUAI (FOLHAPRESS) - A CBF ampliou nesta quinta (23) o seu colégio eleitoral, mas manteve a força das federações locais na escolha do próximo presidente da entidade.

Em assembleia realizada pela manhã, as federações aceitaram a inclusão dos 20 clubes da Série B na eleição. Os outros 20 times da Série A já têm assentos no colégio eleitoral da entidade.

Apesar da ampliação da participação dos clubes, a CBF fechou com os presidentes de federações a inclusão de um artigo que muda o peso dos votos.

Pela nova regra, o voto de cada uma das 27 federações terá peso três. Já os times da Série A vão ter peso dois em cada voto. Os clubes da Série B, pro sua vez, ficaram com peso um.

Neste caso, as federação permanecerão como maioria. No total, os cartolas estaduais terão 81 votos contra 60 dos clubes.

Por lei, a CBF era obrigada a incluir os times da Série B na eleição. Na escolha do paraense Antonio Carlos Nunes, o coronel Nunes, como vice, já houve participação desses times no final de 2015.

A CBF manteve uma regra que obriga o candidato ao comando da entidade ter o apoio de oito presidentes de federações para lançar uma chapa.

Essa cláusula praticamente inviabiliza a candidatura de um candidato de oposição.

A próxima eleição da CBF será em 2018. Marco Polo del Nero deverá ser candidato.

O cartola é acusado pelo FBI de se beneficiar do esquema de propina na venda de direitos de torneios no exterior e no país.

A maioria das federações dependem da ajuda de custo da CBF para sobreviver. A entidade comandada por Del Nero repassa cerca de R$ 50 mil mensais para cada uma delas.