CBF quer mulher para substituir Vadão e busca sueca bicampeã olímpica

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Pia Sundhage durante a Olimpíada do Rio (Stuart Franklin/FIFA via Getty Images)
Pia Sundhage durante a Olimpíada do Rio (Stuart Franklin/FIFA via Getty Images)

O técnico Vadão não deve seguir no comando da seleção brasileira, e a CBF já está em busca do seu substituto. O nome favorito da entidade é o da sueca Pia Sundhage, bicampeã olímpica pelos Estados Unidos, que hoje treina a seleção sub-17 da Suécia. Segundo a jornalista Gabriela Moreira, do “Globo Esporte”, ela foi procurada pelo presidente Rogério Caboclo após a eliminação do Brasil na Copa e se mostrou aberta à possibilidade.

O presidente ainda vai oficializar o convite a Pia e debater os detalhes. O plano da CBF é oferecer um contrato longo para a treinadora, a fim de promover uma reformulação na equipe verde e amarela. O presidente também quer ouvi-la para saber que ideias poderia trazer à equipe.

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Pia esteve no Brasil em abriu para participar de um congresso de futebol realizado pela CBF. Questionada pelas dibradoras se teria vontade de treinar Marta e a seleção brasileira, ela abriu um grande sorriso.

A reunião, contudo, só deve ocorrer na semana que vem, já que Cabloco viajou ontem para a Suíça e adiou a reunião que faria co Vadão e o coordenador de seleções, Marco Aurélio Cunha, para depois do dia 15.

Em caso de negativa da sueca, a CBF deve procurar outra treinadora, já que a nova diretoria está decidida a ter uma mulher no comando da seleção feminina. A única a comandar a equipe principal até hoje foi Emily Lima, que chegou após a Rio-2016 e ficou apenas dez meses no cargo, tendo sido demitida sob a justificativa de “resultado” sem ao menos ter disputado jogos oficiais.

O técnico Vadão não deve seguir no comando da seleção brasileira, e a CBF já está em busca do seu substituto. (Marcio Machado/Getty Images)
O técnico Vadão não deve seguir no comando da seleção brasileira, e a CBF já está em busca do seu substituto. (Marcio Machado/Getty Images)

Eleita melhor a técnica do ano pela Fifa em 2012, Pia tem no currículo conquistas importantes como dois ouros olímpicos com a seleção dos Estados Unidos e uma prata pela Suécia, na Rio 2016. A sueca de 59 anos de idade, que foi jogadora até os 36, comandou a seleção de mulheres do seu país de 2012 a 2017. Desde então, tem se dedicado ao time nacional sub-17. São mais de quatro décadas construindo uma carreira prestigiada na modalidade.

Durante o congresso da CBF, em abril, Pia exaltou a importância de um projeto de longo prazo para desenvolver o futebol feminino — outro fator que encaixa com o plano de Rogério Caboclo para a treinadora.

“Temos nossos altos e baixos, eu tenho meus altos e baixos, às vezes a gente falha, mas isso deve ser o combustível para continuar. E às vezes esse combustível vem de outras pessoas, por isso sobrevivi e por isso digo que foram as pessoas que trabalharam comigo que me fizeram ficar bem na fita. Futebol é jogo coletivo e só podemos ser melhores jogando umas com as outras”, disse Pia.

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