CBF aprova contas de 2021 com receita acima de R$ 1 bilhão

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Em um ano conturbado, com afastamento e saída de um presidente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não sofreu impactos da crise em seus cofres. A entidade teve uma receita de R$ 1,010 bilhão, cerca de 50% de aumento em relação ao ano anterior, quando a pandemia da Covid-19 prejudicou as finanças do órgão.


Os números foram aprovados nesta terça-feira, em Assembleia Geral da CBF. Presidentes das 27 federações estaduais que compõem a entidade participaram da reunião.

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A maior parte do valor (R$ 576 milhões) foi arrecado com patrocínios, em que a Seleção masculina é a principal fonte de arrecadação, com 98%. Direitos de transmissão e comerciais (R$ 214 milhões) e bilheterias, premiações e Fundo de Legado da Copa do Mundo (R$ 81 milhões) completam a lista das principais fontes de renda.

- Pela primeira vez a CBF superou a casa de R$ 1 bilhão de arrecadação total e, com isso, aumentou o nível de investimento no desenvolvimento do futebol para quase R$ 700 milhões de forma direta. Especialmente nestes dois anos em que as atividades do futebol foram muito impactadas pela pandemia, esse aporte recorde em toda a estrutura do futebol foi fundamental para a roda continuar girando - disse Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.

- Nosso objetivo é desenvolver novos projetos que aumentem a arrecadação e diminuam as despesas para que possamos fomentar cada vez mais o futebol em todo o país - completou o dirigente.

Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF
Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF

Presidente da CBF celebrou números de 2021 (Foto: Thais Magalhães / CBF)

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SELEÇÃO TERÁ QUASE 20 PATROCINADORES PARA A COPA DO MUNDO


​Em ano de Copa do Mundo, a CBF já tem garantida 19 patrocinadores para o torneio do Qatar, número que é maior que dobro em relação aos parceiros do Mundial da Rússia. Na ocasião, a Seleção Brasileira tinha apenas nove marcas entre seus investidores.

- A Seleção Brasileira não deixou de ser um produto de mídia forte, porque ainda consegue espaços nobres de promoção dos seus jogos. Para quem quer investir no futebol e tem receio da rejeição por torcedores de outras torcidas não patrocinadas, a seleção é um ponto de convergência. Com a aproximação da Copa do Mundo é natural que cresça ainda mais a busca dos patrocinadores. De qualquer forma, é perceptível o crescimento dos valores dos patrocínios nos últimos anos como um todo no futebol nacional - disse Bruno Maia, CEO da Feel The Match e autor do livro "Inovação é o Novo Marketing".

PATROCINADORES DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Nike: desde 1995
Guaraná Antarctica: desde 2001
Vivo: desde 2005
Itaú: desde 2008
Mastercard: desde 2012
Gol: desde 2013
Cimed: desde 2016
Três corações: desde 2017
Technogym: desde 2018
STATSports: desde 2018
Semp TCL: desde 2019
Fiat: desde 2019
Pague Menos: desde 2020
Bitci: desde 2021
Free Fire: desde 2021
Kwai: desde 2021
Kin Analytics: desde 2021
GLOBUS: desde 2021
Kavak: desde 2022

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