CBDA vence recurso contra denúncia de fraude na entidade

Nesta quarta-feira, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e seus dirigentes venceram o recurso no Tribunal Regional Federal da 3ª Região por unanimidade, após serem acusados de fraude em setembro de 2016. 

Em setembro, o Ministério Público Federal de São Paulo acusou o então presidente da CBDA, Coaracy Nunes, e alguns dirigentes da entidade de fraude. A acusação era de que ocorreram fraudes em licitações para comprar itens esportivos com recursos federais, em 2014. Após investigação, foi indicado que cerca de R$ 1,5 milhão foi repassado a uma empresa de fachada.

Os dirigentes, que haviam sido afastados de suas funções, foram reintegrados ainda em 2016, mas apenas nesta quarta foi comprovado que não houve fraude. Contudo, Ministério Público Federal de São Paulo ainda pode recorrer. Em nota, a CBDA explicou que o valor foi gasto com material esportivo e que foi repassado aos esportistas.

“Todos os equipamentos foram na verdade comprados, entregues e utilizados nos treinamentos dos atletas e que a mera mudança de endereço de uma empresa fornecedora (de endereço onde hoje funciona uma “pet shop”), sem o respectivo registro na Junta Comercial não configura por si só ilegalidade, muito menos imputável à CBDA ou seus dirigentes”, diz parte do comunicado oficial da Confederação.

Porém, essa não é a única polêmica da CBDA. No início de março, a Justiça anulou a Comissão de Atletas da entidade, já que os integrantes foram escolhidos pelo órgão e não pelos próprios esportistas. Com isso, a eleição presidencial da Confederação foi cancelada e ainda não tem data definida para realização. Diante desse cenário, o advogado Gustavo Licks foi nomeado como Administrador Provisório da CBDA, já que o mandato de Coaracy Nunes se encerrou.