Catar e Senegal protagonizam a primeira 'final' da Copa

Derrotados na primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, Catar e Senegal se enfrentam na próxima sexta-feira (25) em partida que pode definir o primeiro eliminado da competição.

A pressão de fazer sua estreia em Mundiais em casa parece ter atrapalhado o Catar, já que a seleção teve uma fraca atuação contra o Equador.

O técnico da equipe catari, o espanhol Félix Sánchez, espera que seus jogadores "melhorem o nível de jogo" para evitar entrar para a história como o segundo país-sede a ser eliminado de uma Copa ainda na fase de grupos. O único até agora foi a África do Sul, em 2010.

"Esperamos ter nos libertado da pressão do primeiro jogo e podermos ser mais competitivos", disse Sánchez na coletiva de imprensa na véspera do confronto diante de Senegal.

Em sua segunda partida na competição, o Catar tampouco pensa em se render. "Vamos com tudo", comentou o defensor Ismail Mohamad.

Também derrotado na estreia, Senegal chega à segunda rodada tentando melhorar sua presença no ataque, que sofre com a ausência da estrela Sadio Mané, fora do Mundial devido a uma lesão.

- Sem gols -

"O jogo ofensivo é uma das tarefas nesta Copa do Mundo", analisou o técnico da equipe senegalesa, Aliou Cissé, após ver seus atacantes parando diante da zaga holandesa, na segunda-feira (21).

"O futebol é eficiência. Quando não se marca, não se pode ganhar. Vamos trabalhar isso", insistiu.

Cissé, por sua vez, já usou quase todo o seu arsenal ofensivo contra os europeus, sem sucesso. Bamba Dieng e Nicolas Jackson entraram em campo no lugar de Krépin Diatta e Boulaye Dia para ajudar Ismaïla Sarr, que sem Mané tem um papel mais de organizador.

No banco, conta com Iliman Ndiaye e Famara Diédhiou como opções para ataque da equipe, que ainda não marcou no torneio, algo que os senegaleses sempre fizeram em todos as suas participações anteriores em Mundiais. Ao todo, foram sete gols em 2002 e quatro em 2018.

"Esperamos vencer a final contra o Catar para fazer outra final contra o Equador", admitiu o capitão Kalidou Koulibaly em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (24), resumindo os sentimentos de seus companheiros.

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