Catar à vista: Brasil e Argentina prestes a carimbar passaporte para a Copa de 2022

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Raphinha (E) celebra com Neymar gol do Brasil contra o Uruguai, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022 (AFP/NELSON ALMEIDA)

Imbatíveis e com desempenho muito superior ao de seus rivais, Brasil e Argentina, líder e segunda colocada nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2022, poderão confirmar agora em novembro a classificação para o Mundial no Catar, enquanto a definição para o restante das seleções da região ficará mais para frente.

A equipe brasileira, invicta com 31 pontos, e a argentina, com 25, transformaram esta campanha por vaga para a próxima Copa do Mundo em uma mera formalidade, que pode ser concretizada matematicamente pela seleção comandada pelo técnico Tite caso vença a Colômbia nesta quinta-feira, pela 13ª rodada das Eliminatórias.

- Colômbia, última escala antes do Catar -

Em outubro passado, pela 12ª rodada, o Brasil goleou o Uruguai por 4 a 1, em Manaus, e nesta quinta-feira (às 21H30 de Brasília) recebe em São Paulo os colombianos, com quem ficou no empate por 0 a 0 em Barranquilla, placar que encerrou uma sequência de nove vitórias consecutivas.

“Temos dois jogos importantes com duas equipes, que para mim, são de alto nível. Se listarmos os 3 primeiros ou os 4 primeiros, de 10, eles (argentinos e colombianos) estão incluídos. O bom desempenho e o bom resultado do jogo contra a Colômbia vão nos levar a uma boa preparação contra a Argentina adversário da próxima terça-feira em San Juan)”, garantiu Tite.

A Colômbia, quarta colocada com 16 pontos, chega para este duelo após três empates seguidos por 0 a 0, contra Uruguai, Brasil e Equador.

O camisa 10 James Rodríguez, agora no futebol do Catar, retorna à seleção colombiana após um ano de ausência com a responsabilidade de comandar o time em campo por conta da ausência de Falcao García, cortado por conta de uma lesão sofrida durante o fim de semana no Campeonato Espanhol.

- Messi é dúvida na Argentina -

Já os atuais campões da Copa América vão cruzar o Rio da Prata para encarar na sexta-feira (às 20H00) o vizinho Uruguai, derrotado no encontro de ida em Buenos Aires por 3 a 0, com direito à apresentação de gala do atacante Lionel Messi.

Apesar de ter sido convocado pelo técnico Lionel Scaloni, a presença de Messi como titular em Montevidéu é incerta devido às lesões no tendão esquerdo e no joelho da mesma perna, que o deixaram fora dos dois últimos jogos do Paris Saint-Germain pela Liga dos Campeões e Campeonato Francês.

Para garantir a vaga no Catar, sem depender da decisão da Fifa sobre o jogo suspenso contra o Brasil em São Paulo, a Argentina precisa vencer as duas próximas partidas (sendo o adversário seguinte a equipe brasileira) e que duas das seguintes situações ocorram: que os uruguaios não vençam a Bolívia em La Paz na 14ª, que a Colômbia ou o Equador não ganhem nenhum dos dois jogos ou que o Chile não saia vitorioso nas duas próximas rodadas.

No Uruguai, a situação é crítica. A continuidade do técnico Oscar Tabárez está sendo questionada após as derrotas para Argentina e Brasil e do empate sem gols em Montevidéu com a Colômbia, resultados que deixaram a Celeste com 16 pontos em quinto lugar - que garante a participação em um mata-mata para a conquista de uma vaga para a Copa de 2022 contra uma seleção a ser indicada pela Fifa.

E a situação uruguaia para esta rodada dupla das eliminatórias não é das melhores, pois tem oito desfalques por lesão, entre eles o atacante Édinson Cavani e os meias Federico Valverde, Giorgian De Arrascaeta, Matías Viña e Nicolás De La Cruz.

- A briga na parte debaixo da tabela -

Apesar das atenções estarem voltadas para Brasil e Argentina, esta 13ª rodada tem Equador (terceiro com 17 pontos), Chile (sexto, 13) e Bolívia e Paraguai (sétimo e oitavo, ambos com 12) em duelos importantes diante de rivais diretos.

Os equatorianos, que empataram sem gols com a Colômbia na rodada passada, recebem em Quito, nesta quinta (18H00), a lanterna Venezuela (com 7 pontos).

Já a equipe chilena, embalada por duas vitórias, sobre os paraguaios e venezuelanos, pega também na quinta (20H00) o Paraguai, que contará com a estreia do técnico argentino Guillermo Barros Schelotto, contratado após a demissão do compatriota Eduardo Berizzo.

Também animada pelas duas últimas vitórias, sobre Peru e o Paraguai em outubro, vitais para manter a chama da classificação acesa, a Bolívia viaja até Lima para enfrenar o Peru (quinta, 23h00), penúltimo com 11 pontos e praticamente sem esperanças de carimbar o passaporte para o Catar.

cl/lca

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