Castan afirma que posição sobre a camisa LGBTQIA+ do Vasco mudou a relação com os torcedores

Castan deixou o Vasco depois da última temporada (Foto: Divulgação)


Nesta terça-feira, Leandro Castan lembrou do episódio polêmico em que fez uma postagem bíblica na época em que o Vasco realizou uma série de ações em prol do movimento LGBTQIA+. Durante o programa "Arena SBT", o zagueiro foi questionado se havia se arrependido de ter dito que foi "teoricamente obrigado" a usar uma camisa do clube em apoio à comunidade em questão.

Nesse sentido, o jogador ressaltou não se arrepender da postura tomada e afirmou que foi a partir deste momento que a relação com a torcida do Vasco mudou.

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- Não me arrependi. Foi realmente uma situação ali que... Eu fiquei três anos no Vasco, nunca teve camisa comemorativa, nada. Tiveram campanhas antes. Até participei de um vídeo falando "Não à homofobia". Mas usar uma camisa naquele momento, não me sentia confortável.

- Não me senti confortável. Dentro do clube não teve problema nenhum. O problema foi fora, da torcida comigo. Ali, realmente, a minha relação com a torcida mudou, mas eu não me arrependo. Eu não tenho nada contra os homossexuais, não tenho nada disso.

Na época, cabe lembrar, o Vasco lançou uma camisa em prol da comunidade LGBTQIA+. Posteriormente ao lançamento, Castan fez um post no Instagram que continha a seguinte frase: "Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra".

- Eu quis colocar qual é a minha ideia disso, até postei um versículo no dia que era sobre o arco-íris, o que era o arco-íris. Então, assim, quando representa uma coisa, e eu vejo que aquele arco-íris estava sendo levado para uma outra coisa, falei assim: "Cara, não me sinto à vontade de usar". Aí eles me responderam: "Não, mas todo mundo vai ter que usar" - disse Castan.

- Eu respondi: "Posso usar, mas eu posso fazer uma postagem? Posso também colocar meu posicionamento? A diretoria do Vasco falou: "O Vasco é o time de todos. Então, você pode fazer seu posicionamento também". Eu fiz meu posicionamento - completou.

O jogo do Vasco com a camisa em prol do movimento LGBTQIA+ aconteceu no dia 27 de junho. Já no dia primeiro de setembro, durante uma entrevista coletiva, Castan declarou que foi "teoricamente obrigado" a vestir a camisa.

- Eu sou o primeiro a respeitar a instituição e o torcedor. Tenho gratidão pelo Vasco. No momento no qual expus o que acredito, quando eu fui, teoricamente, obrigado a vestir uma camisa, acho que algumas pessoas não gostaram. Mas eu respeito a todos e também acho que tenho de ser respeitado - disse Castan, na coletiva em questão.

Em tempo: esta terça-feira, 17 de maio, é o Dia Internacional Contra a Homofobia. Por isso, alguns clubes se manifestaram nas redes sociais e reforçaram a luta pelo combate ao preconceito (clique aqui e confira as publicações).

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