'Caso Daniel': Suspeito diz que Cristiana não acusou Daniel de estupro

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Daniel em treino do São Paulo (Gazeta Press)
Daniel em treino do São Paulo (Gazeta Press)

O último suspeito de participar do assassinato de Daniel Corrêa depôs nesta segunda (12) e afirmou que Cristiana Brittes, prima de sua namorada, não acusou ter sido estuprada pelo jogador antes da morte dele.

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Eduardo da Silva, de 19 anos, foi preso na semana passada em Foz do Iguaçu (PR) e foi chegou a São José dos Pinhais, onde o crime está sendo investigado, na última sexta (9).

Ele estava em um dos quartos da casa enquanto Edison Brittes, o ‘Juninho Riqueza’, espancava Daniel e foi procurado por Cristiana para tentar evitar que isso acontecesse. Segundo seu depoimento, ela teria falado “ajuda o piá, que o Júnior está batendo nele porque ele estava mexendo em mim… Não deixa o Júnior bater nele”.

O interrogado ainda desmentiu que teria ouvido Cristiana pedir por socorro, algo que Edison alegou em sua versão de que a mulher estava sendo estuprada por Daniel.

“Embora estivesse dentro da casa, afirma que em nenhum momento ouviu Cristiana chamar por socorro, sendo que ela foi responsável por chamar o interrogado na parte superior da casa e ela disse que o ‘moleque estava tentando mexer nela’, mas que ela não disse nada de estupro”, mostra o relato do interrogatório.

Eduardo também deu mais detalhes sobre os últimos momentos do jogador na casa da família Brittes: “Daniel cuspia sangue e se engasgava, e o interrogado o virou de lado, para se desafogar, e Júnior disse ‘talarico tem que ser capado, esse gambá’, informando que ‘talarico’ é quem mexe com mulher de outro. Que Daniel estava tonto, mas respirava, porém não dizia nada”.

Ainda de acordo com Eduardo, nenhum dos envolvidos foi obrigado por Júnior a entrar no carro, diferentemente da versão dada pelos dois suspeitos não relacionados à família. Ele também foi o primeiro a dar detalhes sobre o momento da morte, já que David William e Igor Kyng afirmaram não ter visto a cena e Júnior preferiu não falar sobre o assunto.

“Ao parar o carro, Júnior desceu, e os demais também desceram, e Júnior abriu o porta-malas e tirou a própria camiseta e segurou Daniel, o puxando pelo cabelo, mas escapou, e então Júnior puxou Daniel pela camiseta, sendo que este caiu sobre Júnior, e este, com as pernas de Daniel ainda dentro do carro, passou a faca no pescoço de Daniel, e este caiu no chão. Que Júnior jogou Daniel no chão e continuou a cortar o pescoço dele, e Daniel tentava gritar, mas não conseguia, e Júnior tentava cortar a cabeça dele e ‘Júnior batia a faca como se cortasse um osso’”, diz o relato do depoimento de Silva.

Por fim, Eduardo confidenciou que Juninho o prometeu que assumiria toda a responsabilidade pelas ações, mas que decidiu se apresentar após ver a repercussão do caso.

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