Casemiro, o 'chefe' da seleção brasileira em campo

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Longe das excentricidades de alguns companheiros e com um sorriso simpático que esconde a firmeza de seu estilo, Casemiro confirmou nesta Copa América que é dono de um meio-campo do Brasil que privilegia o equilíbrio.

Neymar, Lucas Paquetá e os demais jogadores ofensivos brasileiros podem se exibir à vontade, sabendo que qualquer bola perdida cairá nos domínios de um esquema defensivo cujo eixo principal é o meia do Real Madrid.

E na final, contra a Argentina de Lionel Messi, os roubos e os passes certeiros do volante central podem ser vitais para a seleção verde-amarela.

"Agora é mental. Agora é coração. Agora é final. Final não se joga, final se ganha", disse Casemiro após vencer o Peru por 1 a 0 nas semifinais e antes de saber que enfrentaria o arquirrival sul-americano.

O volante tem de sobra coração, técnica e pernas quando veste a 'amarelinha' e Tite conta com a sua firmeza para manter o sistema equilibrado e consolidado em uma defesa com Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi que também tem atuado bem nesta Copa América.

O Brasil foi o primeiro do Grupo B, invicto com três vitórias e um empate contra o Equador por 1 a 1. Nas quartas de final venceu o Chile por 1 a 0 e eliminou o Peru pelo mesmo placar nas semifinais.

Um caminho sem grandes contratempos, menos gols do que o esperado e uma grande contenção de seus adversários, o que muitos elogiam como eficazes e outros criticam por serem pouco espetaculares.

- Competitivo e leal -

Há dois anos, Tite escolheu Casemiro como um dos capitães.

Ao explicar sua decisão, o técnico brasileiro resumiu a personalidade de um volante que dá tudo pela equipe.

"Além de competitivo, ele é muito leal. Ele se comunica com o grupo de forma transparente e verdadeira. Tem um perfil muito reto, claro nas situações", disse Tite há dois anos.

Todas essas características foram ratificadas nos preparativos para esta Copa América, quando o volante era a voz dos jogadores brasileiros na hora de mostrar sua insatisfação com a realização do torneio no país, em meio à pandemia de coronavírus.

Os jogadores brasileiros, com Casemiro no comando, mostraram sua desaprovação, mas jogaram porque dizer "não" à Seleção não está dentro das possibilidades.

Após chegar à final, Casemiro parabenizou a equipe e destacou a defesa "sólida".

"Todo mundo ajudando, todo mundo com espírito de querer vencer. Esse é o espírito para ganhar títulos", concluiu o jogador que poderá erguer no sábado a segunda Copa América consecutiva e a décima na história da seleção brasileira.

gfe/ma/aam

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