Casagrande critica 'silêncio' de atletas em questões sociais e detona Bolsonaro: 'É retrocesso total'

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O ex-jogador Walter Casagrande exaltou, nesta sexta-feira, no programa "Seleção SporTV", a função do esporte socialmente. Ao recordar protestos da seleção da Noruega e de clubes argentinos, Casagrande criticou a falta de representatividades dos atletas e detonou o presidente Jair Bolsonaro.

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- A seleção norueguesa lembrou dos direitos humanos. Argentina lembrou do golpe militar. Não vejo isso no Brasil. Bolsonaro nega o golpe militar. Estamos vivendo um momento caótico por conta do Bolsonaro. O Brasil está em uma estrada para trás, é retrocesso total - disparou Casagrande, que seguiu:

- É bonito os clubes argentinos lembrando do golpe militar. Como o Brasil vai lembrar se o presidente nega que teve golpe, mortes e torturas? Ainda chamou a pandemia de gripezinha. Por essa postura ditatorial, os jogadores pensam duas vezes antes de se manifestar.

A Noruega fez uma manifestação, nesta semana, por trabalhadores no Catar que estão construindo estádio na sede da próxima Copa do Mundo. Jogadores como Haaland, do Borussia Dortmund, se posicionaram no protesto. A frase escrita na camisa dos atletas dizia '“Direitos humanos dentro e fora de campo". No aquecimento, os jogadores também exibiram uma mensagem: “Respeito dentro e fora de campo”.

Casagrande afirmou que vê jogadores que com consciência social, mas entende que estes se sentem reprimidos por serem figuras públicas e não terem 100% de apoio de outros atletas ao se posicionarem. Outro gesto lembrado por ele e pelo apresentador André Rizek aconteceu na Argentina onde uma reunião dos clubes locais fizeram campanhas em memórias aos mortos na ditadura argentina.

Casagrande já havia questionado o presidente da República em outra oportunidade. Na visão do comentarista e ídolo do Corinthians, o futebol deveria sem paralisado em respeito aos milhões de brasileiros mortos e contaminados pela Covid-19.