Casa como trunfo e boa arrecadação são os segredos do Novorizontino

Rafael Bullara

São apenas dois anos na elite do futebol paulista e o Grêmio Novorizontino já está nas quartas de final do Campeonato Paulista. O rival no mata-mata será o Palmeiras, time de melhor campanha na fase de grupos do estadual.

Fundado em 2010, o Novorizontino reativou o futebol da cidade de Novo Horizonte, que não tinha uma equipe profissional desde o fechamento do Grêmio Esportivo Novorizontino, em 1999. O maior feito do antigo clube foi chegar até a decisão do Paulista de 1990, quando perdeu para o Bragantino.

E a volta do futebol tem feito bem a cidade do interior. Prova disso é que o Novorizontino tem a quinta melhor arrecadação da competição. O valor acumulado na primeira fase é de R$ 613.283,53, somente atrás de Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos. Para o presidente do clube, Genilson da Rocha Santos, isso não é nenhuma surpresa:

- Vejo que isso não aconteceu de ontem para hoje. Melhoramos nossa estrutura e cuidamos do nosso torcedor. Temos preocupação que vai da limpeza dos banheiros até o acesso ao Estádio Jorge Ismael de Biasi. O torcedor se sente em paz e sabe que pode levar filhos e esposa para ver os jogos.

Além da boa arrecadação, o Novorizontino não perde quando atua no Jorge Ismael de Biasi há mais de dois anos. O último revés aconteceu para o Santo André por 2 a 0, dia 25 de março de 2015, ainda pela Série A2. O estádio tem capacidade para pouco mais de 12 mil torcedores.

- Se depender da gente, não abrimos mão de jogar em Novo Horizonte. É um presente para o torcedor que sempre nos prestigia - afirma Genilson.

Com média de folha salarial de R$ 25 mil, o valor vindo da arrecadação representa 30% das receitas anuais do clube. A verbas de investidores da cidade e região, além das cotas da federação complementam os valores.

Em relação aos confrontos com o Palmeiras, o presidente do Tigre vê dois jogos como o mais justo, mas acredita que a chance de surpresa é pequena.

- As duas partidas torna a coisa mais justa. A tendência da lógica permanecer também é maior. Como presidente de um clube interior, é claro que em um jogo tudo pode acontecer, porém é mais justo com ida e volta. É o jogo mais importante da história do clube - completa Genilson, à frente do Novorizontino desde 2012, quando o futebol profissional estreou na Série B, a quarta divisão do futebol paulista.




















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