Melhores jogadores ou confrontos mais fáceis: o dilema do cartoleiro

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<em>Geromel é o melhor zagueiro do Cartola não é desta temporada: vale a pena escalá-lo mesmo contra o Flamengo, um dos melhores times da história dos pontos corridos?</em>
Geromel é o melhor zagueiro do Cartola não é desta temporada: vale a pena escalá-lo mesmo contra o Flamengo, um dos melhores times da história dos pontos corridos?


Por Caíque Toledo

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Se você já jogou pelo menos uma rodada do Cartola FC, sabe que escalar o seu time não é uma tarefa tão simples quanto parece.

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Para além das restrições financeiras (o número de cartoletas que você tem é limitado) e de esquema tático (você não pode escalar seu time com 10 atacantes), há também um fator que é inerente ao futebol: a incerteza.

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Você e eu simplesmente não sabemos quem serão os maiores pontuadores da rodada. Diante disso, nossa única opção é escalar aqueles jogadores que acreditamos possuírem a maior probabilidade de fazer uma boa pontuação.

 Isso nos coloca perante uma questão: como identificar esses jogadores com maior potencial de pontuar bem?

 Dois fatores parecem exercer influência nesse potencial: a qualidade do jogador (entendida aqui como qualidade para pontuar no Cartola) e o nível de dificuldade da partida que ele vai disputar.

 Isso é intuitivo. Suponha um jogo entre Flamengo e Avaí, líder e lanterna do campeonato. O Flamengo tem bons pontuadores, como Gabigol, Bruno Henrique e Arrascaeta. Num confronto como esse, com amplo favoritismo, fica evidente imaginar que esses jogadores têm alto potencial de pontuação e escalá-los em nosso time.

 O problema é que escalar o artilheiro do campeonato contra o lanterna é fácil, logo, quase todos os seus adversários também o farão, então na prática essa é uma escalação que não fará muita diferença nas ligas que você disputa. O diferencial no Cartola vem das decisões difíceis, não das decisões óbvias.

Pouco conhecido do público geral, Cacá não se mostrou um atleta muito cartoleiro até aqui, mas pega o lanterna em casa. Dá aquela vontade de escalar...
Pouco conhecido do público geral, Cacá não se mostrou um atleta muito cartoleiro até aqui, mas pega o lanterna em casa. Dá aquela vontade de escalar...

 Outro ponto é que nem sempre temos disponível essa situação de um bom jogador atuando em um jogo de maior facilidade. Na maioria das vezes essas situações serão conflitantes: teremos que optar entre escalar um bom jogador pra Cartola num jogo mais difícil ou um mau jogador pra Cartola num jogo mais fácil.

 Veja o exemplo da próxima rodada: o Grêmio enfrenta o líder Flamengo, uma equipe que vem invicta há muitos jogos e quase sempre marca um gol. Nós temos Pedro Geromel, o zagueiro com maior média de pontos do Cartola (6,07) disponível como opção. Mas nós também temos Cacá, o jovem zagueiro do Cruzeiro, que tem média de apenas 3,10 pontos por partida, mas enfrenta o lanterna Avaí, dono do pior ataque do campeonato. Quem é a melhor opção?

 Geromel costuma roubar mais bolas, comete poucas faltas, mas tem menos chances de sair com os 5 pontos do SG (jogo sem sofrer gols). Já Cacá não tem se destacado nas roubadas de bola, mas tem grandes de obter o SG e já sair com 5 pontos na frente do rival.

 Penso que não há uma resposta certa nesse caso. Depende da maneira como você aborda o fantasy game: mais focado na qualidade dos atletas ou na facilidade dos confrontos. Nós da Universidade do Cartola tendemos a acreditar que, ao escalar um jogador somente nas rodadas fáceis, você não se diferencia dos demais cartoleiros. Ou seja: seria um desperdício, por exemplo, ter Arrascaeta apenas nos jogos em casa. Se você tiver o craque flamenguista em todas as rodadas, até agora teria uma média de 10.64pts por partida com ele. Se for limitá-lo, há um risco de perder pontos.

 Neste caso específico, não há nada que lhe impeça escalar os dois, Cacá e Geromel. Mas nós, pelo menos, devemos ir com o segundo: sua média e seu histórico nos levam a crer que sua há potencial para que o gremista, mesmo se não tiver SG, faça tantos pontos quanto o cruzeirense com os 5pts do saldo.

Claro que está longe de ser uma ciência exata, e, na segunda-feira, podemos ver que deu totalmente errado. Mas, na teoria, a qualidade do jogador sempre é um diferencial.

 O que você acha, cartoleiro? Deixe seu comentário aqui embaixo e participe dessa reflexão com a gente!

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