Caro e de alto risco, heliski busca neve intocada para esqui e snowboard

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um acidente de helicóptero matou cinco pessoas no último final de semana, perto de uma geleira no Alasca, nos Estados Unidos. A aeronave transportava praticantes do heliski -ou heli-skiing, em inglês-, entre eles o bilionário Petr Kellner, 56, dono de uma fortuna estimada em US$ 17,5 bilhões (R$ 101,4 bilhões) e listado pela Forbes como o homem mais rico da República Tcheca. O heliski é um esporte bastante caro e considerado de alto risco. Para praticá-lo, em vez de ir a estações de esqui estabelecidas, os atletas vão de helicóptero a áreas remotas, buscando montanhas virgens, com neve fofa e encostas intocadas que exigem habilidade avançada na descida de esqui ou de snowboard. O risco é tido como elevado porque erros podem ser fatais. Como a neve é fofa, do tipo "powder", o helicóptero não consegue pousar perto da vítima para um eventual resgate. Por isso, é tomada uma série de precauções, que incluem aulas de sobrevivência para o caso de atolamento. A descida da encosta é feita com uma mochila com itens de segurança. Há nela uma pá e um bastão que pode ajudar na localização do atleta encoberto em uma queda. O kit tem ainda água, alimento e um cinto que pode ser usado para içamento em tentativas de resgate. Além da neve fofa, são fatores de risco avalanches e obstáculos naturais, como pedras e rachaduras no gelo. Mas não foi propriamente na prática do esporte -que em geral custa mais do que o dobro do esqui comum- que morreram as cinco pessoas envolvidas no acidente do último sábado (27), no Alasca. O acidente que causou as mortes no território norte-americano foi no trajeto do helicóptero. Além do bilionário Kellner, estavam na aeronave o convidado Benjamin Larochaix, 50, os guias Gregory Harms, 52, e Sean McManamy, 38, e o piloto Zachary Russell, 33. As autoridades do Alasca informaram que há um sobrevivente, em condição estável. O Tordrillo Mountain Lodge, que oferece pacotes semanais de US$ 15 mil (cerca de R$ 87 mil) por pessoa, lamentou o ocorrido. Petr Kellner era um hóspede habitual do resort, que contratou o voo de helicóptero da empresa Soloy Helicopters. As causas da queda estão sendo investigadas.