Carlos Bolsonaro diz que 'limpa a bunda' com gravatas de Moro e Santos Cruz

João Conrado Kneipp
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Investigação do MP aponta que supostos funcionários fantasmas receberam cerca de R$ 7 milhões desde 2001. (Foto: Reprodução/Twitter/Carlos Bolsonaro)
Carlos respondeu a uma seguidora no Twitter, que afirmou que Moro e Santos Cruz fizeram uma “dobradinha” para criticar Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Twitter/Carlos Bolsonaro)

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) afirmou que “limpa a bunda” com as gravatas dos ex-ministros da Justiça, Sergio Moro, e da Secretaria de Governo, general Santos Cruz. A fala de um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro foi feita na quinta-feira (12) nas redes sociais, habitat natural das ofensas de Carlos.

O parlamentar e candidato à reeleição no Rio respondeu a uma seguidora no Twitter, que afirmou que Moro e Santos Cruz fizeram uma “dobradinha” para criticar às declarações de Bolsonaro em relação a vacina CoronaVac, que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan e pela empresa chinesa Sinovac Biotech.

"Limpo a bunda com as gravatas dos dois", disse o vereador, em um post com mais de 3 mil curtidas. Carlos é também o principal articulador do pai nas redes sociais.

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O tuíte feito pela seguidora trazia a imagem do posicionamento de Moro sobre a “guerra das vacinas”, travada entre a Anvisa de Bolsonaro e o Butantan de Doria. Ao se manifestar, o ex-juiz republicou a mensagem do general.

Na postagem original, Santos Cruz criticava o fato de Bolsonaro ter comemorado a interrupção dos testes clínicos da CoronaVac, na qual dizia ter “ganhado” do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

A suspensão dos estudos clínicos da CoronaVac foi feita pela Anvisa após a agência alegar a ocorrência de um “evento adverso grave” com um voluntário do estudo. Foi revelado mais tarde que o “evento adverso grave” tratava-se da morte do voluntário, ocorrida no dia 29 de outubro, e registrada inicialmente como suicídio.

A retomada dos testes da CoronaVac foi anunciada na quarta-feira (11). Laudos do IML (Instituto Médico Legal) e do IC (Instituto de Criminalística) da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo indicaram que a morte do voluntário ocorreu em consequência de uma intoxicação por agentes químicos.