Carille se diz ansioso para mudar o seu status como técnico

Fábio Carille não era nem cogitado pelo presidente Roberto de Andrade para o cargo de técnico do Corinthians em 2017 quando Oswaldo de Oliveira foi demitido. Por falta de opções, o antigo auxiliar de Mano Menezes e Tite assumiu o comando do time em 22 de dezembro, data inesquecível para ele, e agora está próximo de conquistar o primeiro título da carreira.

“É um sonho”, definiu diversas vezes Carille, nesta sexta-feira, a dois dias de iniciar a disputa da final do Campeonato Paulista contra a Ponte Preta. “As coisas estão acontecendo muito rapidamente na minha vida. Não imaginava começar a minha trajetória em uma equipe desse tamanho. Achava que faria trabalhos em equipes menores antes, conseguindo acessos, algo do tipo”, acrescentou.

A possibilidade de ser campeão por um grande clube, tendo apenas 36 jogos no curto currículo até então, mexeu com Fábio Carille. Antes visto com desconfiança dentro do próprio Corinthians, o profissional acredita que passará a ser mais respeitado se conquistar o título estadual em 7 de maio, em Itaquera.

“Tenho que ser o mesmo de sempre. Se ganhar, os elogios virão, e não posso achar que sou o melhor. Também não posso achar que sou o pior se não for campeão. Mas com certeza o status muda muito com um título, e preciso ter cabeça boa para controlar isso”, afirmou o treinador, ansioso. “Qualquer jogo normal traz esse sentimento. Imagine uma final de campeonato.”

As expressões de Fábio Carille, contudo, mudaram pouco às vésperas dos jogos decisivos contra a Ponte Preta. Habitualmente sisudo, o técnico diz precisar avisar quando está falando em tom de brincadeira, por não sorrir. Nesta sexta-feira, ele se permitiu até seguir o colega Eduardo Baptista, do Palmeiras, e fazer um desabafo contra as notícias de que não gosta de ler ou ouvir na mídia esportiva.