Carille explica jogo “lento” e avisa: “Foi maravilhoso, mas quero mais”

O técnico Fábio Carille conseguiu dar mais um passo no seu cronograma “jogo a jogo” no comando do Corinthians ao derrotar o Luverdense por 2 a 0 na noite desta quinta-feira, na Arena Pantanal, pela partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Contente pelo resultado, ele explicou por que o Timão pouco atacou após abrir a vantagem, aos 25 minutos do primeiro tempo, e avisou que não está totalmente satisfeito com a equipe.

“Quero mais. Foi maravilhoso, mas eu quero mais. A proposta de ter a posse de bola foi mais pelas condições do gramado, alto, que não dá para acelerar. Quero mais, estou muito feliz, do nosso jeito, trabalhando quietinho, mas com o trabalho vai acontecer”, comentou o treinador, que disse já saber que a equipe iria cair de rendimento na etapa final.

“No segundo tempo a gente, até por uma certa experiência, sabia que o ritmo ia cair. Por tudo, clima quente, gramado. A única coisa é que nós tínhamos que ter controlado mais, poderíamos ter controlado mais. Começamos a querer ter posse de bola na nossa intermediária e isso é algo perigoso. Essa posse de bola tem que ser no campo adversário”, avaliou.

Contente por encaminhar a vaga na próxima fase, já que pode até perder por um gol de diferença no próximo jogo, na quinta-feira, dia 16, em Itaquera, que estará classificado, Carille apontou o esquema em constante evolução após os ajustes iniciais.

“Essa é a ideia, jogadores com uma ótima qualidade técnica e entendimento, que é o mais importante. É o processo que estamos vivendo agora. O sistema defensivo já era bem sólido, agora são as triangulações para que a gente fique mais com a bola no pé e agrida mais o adversário”, disse, ainda insatisfeito com a distância entre seus armadores na hora de criar.

“Agora é um processo mesmo de aproximação, triangulações, para que a gente fique mais com a bola no pé e agrida mais o adversário. É assim que a gente vai conseguir melhorar a nossa produção no setor ofensivo”, afirmou o comandante.

Remanescente do outro encontro entre o Timão e o time de Lucas do Rio Verde, pela Copa do Brasil de 2013, Carille ainda apontou as diferenças entre aquela ocasião, quando o então campeão mundial perdeu por 1 a 0 na casa do adversário, e a atual.

“Futebol requer tempo, aquele time de 2013 do Luverdense já estava há muito tempo junto. Eu sei que o desse está montando ainda, muita gente chegando. Saio muito feliz por levar essa vantagem, mas é uma outra época. era mais para o meio do ano daquela vez também. Agora foi no começo. Eles estão num processo de montagem, como a gente, de entrosamento da equipe”, concluiu o treinador.