Carille evita falar sobre Valdívia e vê time bem para decisão em Itaquera

O técnico Fábio Carille não quis se envolver na polêmica a respeito da negociação entre Corinthians e Internacional para troca do meia Giovanni Augusto por Valdívia, que teve seu final declarado pelo clube alvinegro nesta terça-feira. Incomodado com algumas críticas recebidas após tratar sobre jogadores que ainda não haviam acertado com o clube, como Wlliam Pottker e Emerson Sheik, ele preferiu exaltar a preparação da equipe para a partida contra a Universidad de Chile.

“Desde Ribeirão fizeram muitas perguntas e eu vou manter, não vou falar de jogadores que não estejam aqui. Já falei de Emerson aqui e falaram que eu estava forçando. Claro que o Valdívia enriquece qualquer equipe do futebol brasileiro. Se vai vir ou não, só a diretoria vai responder sobre isso”, disse o treinador, que utilizou seu tempo nos últimos dias para corrigir os erros cometidos no empate sem gols com o Botafogo-SP, no último sábado.

“Entre segunda e terça a gente analisou muito o jogo de Ribeirão. Nosso time foi abaixo por causa dos nossos erros de passe. O passe simples, de 5m, 6m, não conseguimos evoluir por causa disso. Foram conversas com vídeo para que a gente melhore, seja agressivo e faça um jogo bem melhor”, explicou o comandante, que terá uma equipe bem próxima daquela que considera ideal, faltando apenas o lateral direito Fagner, suspenso.

“Agora vai ter a volta do Rodriguinho, uma equipe mais parecida do que foi contra o Santos, vamos render muito mais”, prometeu Carille, que não escondeu sua empolgação por jogar uma competição que envolve times de fora do Brasil. Apesar da reconhecer que o título está abaixo da Libertadores da América em termos de importância, ele assegurou que o time entrará com tudo frente aos chilenos.

“Chama bastante a atenção, todo campeonato que envolve o continente mexe com a gente. Temos de entrar forte em todas as competições fazer um bom jogo aqui, fazer gols e não tomar para levar uma boa vantagem lá para o Chile. Eles têm vários jogadores acima de 30 anos, que já jogaram Copa e uma equipe muito intensa do meio para frente. Qualquer resultado positivo em casa não tomando gol é uma grande vantagem, nem que a vitória seja mínima”, apontou, explicando por que vai de força máxima mesmo com uma decisão no próximo final de semana.

“A gente vai ter que olhar dia a dia aqui quem está melhor para entrar em campo. Até pelo ano que foi 2016, teve anos em que a gente priorizou algumas coisas e deixou de lado outras. Vai ser dia a dia, jogo a jogo. Não vamos poupar ninguém, a não ser que os jogadores realmente não tenham condições de ir para jogo”, concluiu Carille.