Cantillo e jogo ofensivo do Corinthians: nem tudo foi ruim na derrota para a Ponte

Goal.com
Após um primeiro tempo para se esquecer, equipe de Tiago Nunes melhorou com a estreia de Cantillo e parou na grande exibição de Ygor Vinhas
Após um primeiro tempo para se esquecer, equipe de Tiago Nunes melhorou com a estreia de Cantillo e parou na grande exibição de Ygor Vinhas

O Corinthians está em fase de transição no seu modelo de jogo, abandonando o pragmatismo que marcou a passagem de Carille para uma visão mais ofensiva agora sob o comando de Tiago Nunes. Com três jogos disputados no Campeonato Paulista, já era previsível imaginar alguns erros sendo cometidos.

A derrota por 2 a 1 para a Ponte Preta, o primeiro revés do Alvinegro Paulista em jogos oficiais em 2020, após uma vitória e um empate, ficou marcada pelo excesso de equívocos – seja por parte defensiva ou ofensiva.

A equipe de Tiago Nunes já não fazia um bom primeiro tempo, mas a situação piorou após a dura lesão sofrida por Ramiro, substituído por Madson por volta dos 20 minutos. Se a Macaca teve méritos para aproveitar suas chances, também é verdade que a derrota corintiana foi muito por causa de seus próprios erros. E a curiosidade é que os mais marcantes deles aconteceram, todos, minutos antes do intervalo.

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A Ponte Preta fez seus gols aproveitando falhas do adversário na saída de bola no campo de defesa. Luan, nos acréscimos, desperdiçou pênalti – defendido por Ygor Vinhas. Para os corintianos, 45 minutos para se esquecer.

Cantillo muda o jogo

Mas a metade final da partida disputada em Campinas também pode ser vista sob um prisma de otimismo pelo torcedor do Corinthians.

Com a camisa 24 nas costas, Cantillo entrou no lugar de Richard e mudou completamente o jogo em sua estreia oficial: dominou o meio-campo esbanjando passes certos (92% de sucesso segundo a Opta Sports), ocupou bem os espaços e participou no lance do gol marcado por Boselli – outro que também foi bem.

O Corinthians teve bom volume de jogo e não chegou ao empate por detalhes: quando não foi o travessão, que impediu o segundo de Boselli, o time da capital paulista parou na grande exibição do goleiro Ygor Vinhas – que com oito defesas, uma delas sendo em cobrança de pênalti, teve até aqui a melhor exibição de um arqueiro neste Paulistão.

No total, os atuais campeões estaduais criaram 20 chances (mais que o dobro em relação aos duelos anteriores) tendo praticamente 70% da posse de bola. Tais números ganham uma importância maior pelo fato de a criação ter sido, em 2019, justamente o grande problema do time.

Faltou, claro, traduzir este volume em gols: de 23 finalizações, oito foram a gol e apenas uma entrou. Muito disso, graças a exibição de Ygor Vinhas sob os postes pontepretanos. Mas além da excelente estreia de Cantillo, a boa notícia para o Corinthians segue na evolução apresentada pelo time ao criar jogadas. O desempenho defensivo continua preocupando, mas levando em conta que estamos em início de temporada nem tudo foi ruim na derrota corintiana.

"Esse tipo de erro mais simples são situações que atrapalham. Por mais que você faça um jogo competitivo, tenha qualidade de jogo, são momentos determinantes na partida que acabam resultando no placar final. Posso parecer chato, mas penso que em qualquer partida você leva lições. A equipe vai se fortalecendo (...) Nós, soberanos dentro do jogo, não conseguimos transformar as chances criadas em gol", avaliou Tiago Nunes após o jogo.

O próximo desafio será neste domingo (02), no clássico contra o Santos.

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