Campeão na China, Oscar festeja título inédito e fala sobre volta ao Brasil

Yahoo Esportes
<em>Meia comandou o Shanghai SIPG na conquista do primeiro título do clube (Hiroki Watanabe/Getty Images)</em>
Meia comandou o Shanghai SIPG na conquista do primeiro título do clube (Hiroki Watanabe/Getty Images)

Oscar entrou para a história do Shanghai SIPG na manhã desta quarta-feira ao comandar o time em seu primeiro título na elite. O Shanghai bateu o Beijing Renhe por 2 a 1 e assegurou matematicamente a taça do Campeonato Chinês com uma rodada de antecedência, quebrando uma série de sete conquistas seguidas do Guangzhou Evergrande. Nesta entrevista exclusiva ao Blog, direto de Xangai, o ex-meia da seleção brasileira falou sobre a vida do outro lado do mundo, celebrou mais uma volta olímpica, revelou propostas de dois gigantes da Premier League e admitiu que pensa, no futuro, em encerrar a carreira no São Paulo ou no Internacional.

Você já viu o novo app do Yahoo Esportes? Baixe agora!

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

BLOG: Qual a sensação pelo título do Campeonato Chinês?
OSCAR: Estou muito feliz por ajudar no 1º título da história do Shanghai na primeira divisão. Foi a realização de um sonho para todos os jogadores chineses do nosso time. Pelo menos sete deles vieram da base do clube e queriam muito acabar com a hegemonia do Guanghzou Evergrande (campeão nas últimas sete temporadas).

Você já foi campeão brasileiro, da Premier League, da Liga Europa e com a seleção. Mas é possível dizer que esse tenha sido o título em que você teve um papel mais importante?
Com certeza. Em toda a minha carreira, só joguei em time grande, com vários protagonistas. No Chelsea e na seleção, por exemplo, eram quase todos caras de muito nome. O Inter também tinha suas estrelas e, quando ganhei o Brasileirão pelo São Paulo, era muito novo. Já aqui, a coisa é diferente. Somos um time novo e só três estrangeiros podem jogar.

A uma rodada do fim da Superliga Chinesa, você tem 28 jogos, 12 gols e 18 assistências. Qual o tamanho desses números?
Foi uma temporada muito legal. Sou o recordista de assistências do campeonato, só fiz menos gols no meu time do que o Wu Lei (27) e o Hulk (13, sendo seis de pênalti) e estive na seleção do campeonato na maioria das rodadas. Me sinto muito bem aqui e estou feliz demais com tudo o que vivi.

Você pode confirmar as propostas de Arsenal e Liverpool, na metade do ano?
Prefiro não dizer nomes, mas realmente dois clubes grandes da Inglaterra me procuraram e fizeram propostas. Mas o Shanghai não quis me liberar porque investiu muito em mim. Também é complicado para mim sair agora. Precisaria ficar quatro temporadas na Inglaterra para igualar meu salário aqui na China.

Agora, com o título, fica mais difícil pensar em sair?
Acho que sim, né? Ainda tenho mais dois anos de contrato e acho que vou cumprir até o fim. Depois, penso na possibilidade de voltar para a Europa. Tenho passaporte italiano, o que facilitaria uma mudança para lá. Mas tudo tem sua hora e quero aproveitar tudo o que tenho aqui.

Como é a vida na China?
Eu estou muito bem aqui. Xangai é a cidade mais moderna da China, comparável a outras cidades muito legais no mundo como Nova York. Meus dois filhos (Júlia e Caio) e minha esposa também estão superadaptados, temos vários amigos brasileiros aqui, a segurança é total…

O futebol chinês ainda é muito atrasado?
Está melhorando bastante. Temos alguns dos melhores estrangeiros do mundo jogando aqui e os chineses crescem demais a cada temporada. Ainda acho que falta um pouco mais de malícia para os jogadores daqui, mas isso será resolvido com o passar do tempo.

Tem planos de jogar no Brasil antes de encerrar a carreira?
Só mais para frente. E daria preferência pelo Inter e pelo São Paulo, clubes por onde passei e sou muito grato. Tenho excelentes lembranças dos tempos no Internacional.

Sua saída no São Paulo ficou marcada por uma briga que foi parar na Justiça. Mesmo assim, ainda tem carinho pelo clube?
Claro que tenho. Todo mundo sabe que era são-paulino na infância e realizei um sonho ao me tornar profissional lá. Meus problemas não foram com a instituição, mas com a diretoria. Algo que ficou no passado e já está superado. Tenho até hoje muitos amigos no Morumbi.

Leia mais:
– Jovem do interior de SP tenta deslanchar no PSV
– Goulart visita Palmeiras e negocia para ficar no clube
– Fifa pode mudar regra para cobrança de pênalti

Leia também